Assassino da menina Brenda é condenado a mais de 50 anos de prisão

Juri popular aconteceu nessa quinta-feira, em Santa Rosa do Sul. Réu estava preso desde setembro de 2019, quando matou a filha da ex-companheira com 60 facadas

Foto: Arquivo
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Jeferson Quadros Peres, autor confesso do assassinato da adolescente Brenda Rocha Carvalho, foi julgado e condenado a 52 anos, 2 meses e 9 dias de prisão durante essa quinta-feira, 25, em júri popular na Câmara Municipal de Santa Rosa do Sul. No dia 13 de setembro de 2019, o homem matou de maneira brutal, com ao menos 60 facadas, a filha de sua ex-companheira, de 14 anos de idade, no interior do município de Passo de Torres.

Ele foi preso preventivamente quatro dias depois, após uma força tarefa da Polícia Civil do Vale do Araranguá. À época, o assassino contou com detalhes como cometeu o crime, em depoimento prestado ao delegado Lucas Fernandes da Rosa. Jeferson afirmou que ofereceu uma carona à Brenda até em casa, quando a garota voltava do local onde havia feito as unhas. Eles já se conheciam, visto que o autor frequentava a casa da vítima, em Maracajá, e mantinha um relacionamento com a mãe.

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Relembre o caso

O condenado disse que foi tomado pelo ódio quando perguntou sobre outros relacionamentos da companheira, e ouviu que não continuaria com ela após a festa de 15 anos da vítima. Segundo Jeferson, revoltado por ajudar nas despesas da festa, como o aluguel do salão, e se sentindo usado, acabou transferindo para Brenda, a ‘fúria’.

O autor ainda contou que, ao ver a oportunidade de matar a adolescente, no momento em que ela pediu para urinar, pegou a faca (que foi apreendida) e iniciou as agressões no pescoço. Depois a jogou para trás, continuando com os golpes, cessando as facadas quando ela parou de gritar e se mexer.

Frieza após o crime 

Brenda foi assassinada no final da tarde do dia 13, em meio a uma plantação de eucaliptos, no interior de Passo de Torres. Jeferson, depois de matar a adolescente, dirigiu até sua casa, localizada no município gaúcho de Três Cachoeiras, na divisa com Santa Catarina. Tomou banho, vestiu sua roupa de corrida, pegou seu fone de ouvido e foi correr na rua. Depois, saiu para beber com amigos.

Ele agiu normalmente após o assassinato. No dia seguinte, pela manhã, procurou a mãe de Brenda para prestar ajuda. A acompanhou até a Central de Plantão Policial de Araranguá para realizar o boletim de ocorrência. Ainda chegou a ir ao velório da menina, oferecendo apoio à família.

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