Siserp de Criciúma mantém estado de greve

Sindicato dos Servidores Públicos reivindica reajuste salarial que não ocorre há dois anos, que seria em torno de 11%

Foto: Divulgação
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Está mantido até a próxima quarta-feira, dia 12, o estado de greve no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), definido dessa quarta-feira, dia 5. O Siserp reivindica reajuste salarial que não ocorre há dois anos, que seria em torno de 11%. Porém, o Governo Municipal encaminhou projeto de lei ao Legislativo criciumense aos mesmos moldes do que ocorreu no ano passado, mantendo as cláusulas vigentes, reajuste salarial.

A justificativa dada pelo Governo Municipal no ano passado é que o reajuste não foi feito por conta das incertezas causadas pela pandemia, que poderia resultar na queda de arrecadação financeira do município e um risco de endividamento. Porém a presidente do Siserp, Jucélia Vargas conta que a arrecadação do município se manteve estável e com capacidade financeira de realizar o reajuste necessário.

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“A Prefeitura enviou o projeto para a Câmara renovando os termos e isso causou indignação nos servidores. Já fizemos assembleia semana passada, procuramos a Câmara, nosso advogado tentou conversar com o setor jurídico da Prefeitura e aguardávamos outra conversa, mas não houve”, lembra Jucélia.

Segundo ela, a deliberação do estado de greve foi realizada para preparar a população, dar um espaço para o governo repensar e mandar outra proposta e sensibilizar todos servidores e servidoras para a reivindicação. “Na quarta-feira, dia 12, haverá nova assembleia e esperamos que o governo modifique a atitude e, se não mudar, a assembleia deflagra quando inicia a greve”, projeta Jucélia.

Ela reforça que somente o magistério recebeu reajuste no último ano, através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Jucélia também revela que muitos servidores que estão de licença médica, estão tendo desconto nas folhas salariais. “Chegou ao ponto de uma servente escolar receber R$ 600 após retornar ao trabalho em razão de afastamento por Covid-10. Outra professora, que foi intubada, teve mais de R$ 1000 reais descontados”, acrescenta Jucélia.

Nessa quinta-feira, o Governo Municipal encaminhou ao Legislativo o projeto de abono salarial para os servidores municipais da área da Saúde, por conta da pandemia. “Mas isso ainda não contempla as nossas reivindicações. Abono não substitui reajuste salarial”, diz Jucélia.

Ofício ao prefeito

Um ofício encaminhado pelo Siserp ao prefeito Clésio Salvaro e divulgado amplamente pelo sindicato informa a deflagração do estado de greve e demonstra total descontentamento e indignação, segundo o sindicato, pela falta de diálogo do governo municipal e pelo projeto encaminhado à câmara sem o reajuste dos últimos dois anos, mudança na lei dos atestados e mudança na base de cálculo da insalubridade.

“Vossa senhoria mais do que ninguém deve saber a quantidade de obras que estão sendo realizadas nesta cidade (pelas mãos dos servidores/as), as aulas remotas e presenciais, a quantidade de atendimento médico, curativos, vacinas, higienização das unidades de saúde, o número de atendimentos na prefeitura, a quantidade de ajuda e atendimento nos Cras, Creas, Famcri, Caps, as ocorrências de trânsito, o dinheiro arrecadado no rotativo, a limpeza das escolas e a preparação da merenda e tantos outros serviços podem ficar sem?”, indaga o documento assinado por Jucélia.

Ainda no ofício a presidente reforça a necessidade de os servidores serem valorizados e respeitados e que o sindicado aguarda chamado da Prefeitura para conversar sobre o reajuste salarial. “Seja a qualquer dia e qualquer hora, para evitar que a população sofra ainda mais”, finaliza Jucélia.

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