Sem reajuste, servidores de Criciúma ameaçam paralisação

Sindicato disse que após tentar negociar com a Prefeitura, recebeu com surpresa a notícia de um projeto de lei mantém apenas as cláusulas sociais

Foto: Arquivo/TN
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No ano passado, com o início e as incertezas causadas pela pandemia, principalmente no que diz respeito à arrecadação, a Prefeitura de Criciúma não reajustou os salários dos servidores municipais. Neste ano, porém, a história se repete. Mas que pode ter consequências em diversos setores.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp), Jucélia Vargas, a expectativa era por uma negociação, mas a surpresa ocorreu quando a Prefeitura encaminhou um projeto de lei à Câmara dos Vereadores, apenas mantendo as cláusulas sociais, sem qualquer tipo de reajuste.

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“A gente fez a nossa data base no mês de abril e sempre faz assembleia, tira a pauta de negociação, encaminha para a Prefeitura e a comissão de negociação. Neste ano era uma comissão bem pequena, apenas quatro pessoas pra negociar por conta da pandemia. Mandam-nos um ofício à prefeitura solicitando reunião. Conversamos com o Celito [secretário da Fazenda]. Aguardamos duas semanas e não veio resposta. Perguntamos e ele falou que em uma semana iria chamar. E fomos surpreendidos com a lei na Câmara, apenas renovando as cláusulas sociais. Com uma série de problemas que se tem, com pessoas pegando atestado licença médica, até por doenças de trabalho, tendo desconto nos salários. Uma serie de questões que precisa arrumar na lei. E o reajuste da inflação ou INPC, conforme recomendação do Tribunal de Contas do Estado.A gente queria conversar, porque dois anos sem sequer o reajuste da inflação,não pode”, afirma Jucélia.

“Só queremos sentar para colocar os problemas”

De acordo com a sindicalista, caso o município não entre em negociação, não está descartada uma paralisação das atividades. “Vamos ver o que podemos fazer.Até mesmo paralisar os trabalhos. O pátio de máquinas está de vento em popa nas ruas. Limpando, usina de asfalto, saúde. Mas depois não venha dizer que o servidor é irresponsável. Irresponsável é o prefeito. Só queremos sentar para colocar os problemas. Eletricista ganha um salário que é uma vergonha. Ninguém mais quer trabalhar na área por causa disso. Tem quefazer as adequações. Não é aumento. Mas são coisas que são gritantes. Queremos que eles ouçam os anseios. Queremos que o governo ouça pelo menos. Ouvimos manifestações de vereadores que apoiam o governo, mandando mensagem dizendo que não apoiam. Me surpreendeu. Falaram que vão conversar com o prefeito. Isso cria uma revolta muito grande”, revela.

Folha abaixo do limite em lei

Jucélia conta que se no ano passado, a justificativa era a pandemia e uma possível perda de arrecadação, em 2021 isso não deveria ocorrer. “No ano passado, para não repassar a inflação,disse que foi por conta da pandemia. Esse ano de novo. Mas não pode é gastar mais que o permitido por lei. Disse que tinha dúvidas se ia ter arrecadação. E a arrecadação se manteve. Criciúma está no melhor dos mundos. Se quisesse, poderia dar 20% de aumento para o servidor, que ainda assim não chegaria nos 54% de folha”, analisa.

“O município está com limite previdenciário de 34%. A lei não permite quando está acima do limite. E a prefeitura está abaixo. E não chamou para conversar. Só mandou a lei para a Câmara renovando as cláusulas sociais e mandou um ofício para o sindicato,dizendo que não pode receber pra negociar,porque estamos em tempo de pandemia. Demagogicamente, um cara que recebe prefeitos, faz almoço com outros prefeitos, faz atono Salão Ouro Negro para entrega de moção. É ridículo. Diz que por causa da pandemia,não pode sentar e negociar. E por causa da lei 173,não pode dar nada, então está só renovando as cláusulas sociais. Isso causou uma revolta no sindicato”, completa a presidente.

Confira a matéria completa na edição do Jornal Tribuna de Notícias desta sexta-feira

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