Modernizar a Cermoful é o grande objetivo de Tezza

Candidato à presidência da cooperativa aposta na geração de energia como a maior necessidade para o futuro

Foto: Guilherme Cordeiro / TN
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Thiago Oliveira

Morro da Fumaça

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A eleição para o Conselho Administrativo da Cooperativa Fumacense de Eletricidade (Cermoful) ainda não tem data. Mas a corrida pela presidência segue intensa.

Quem também está no páreo é o ex-vice-presidente Genésio Tezza. Junto com o ex-vice-prefeito Marci Sartor, ele busca modernizar a cooperativa. “Estamos bem animados. O pessoal está aceitando bem as nossas propostas.Com o apoio dos associados, empresários, e da família, pensei, vamos encarar esse desafio”, disse Tezza.

“A nossa ideia é deixar a Cermoful cada vez maios moderna. Modernizar ela. E partir para a geração de energia. Temos um projeto, porque é o futuro da cooperativa. Se ela não se preocupar com a geração de energia, o preço dela no mercado, ela não vai conseguir sobreviver. Hoje ela compra energia subsidiada da Celesc, mas esse subsídio vai acabar, e vai acabar comprando energia pelo preço que a Celesc vende ao consumidor, colocar os custos em cima e repassar. A minha empresa gasta quase R$ 100 mil com energia por mês. Para mim, qualquer aumento de energia faz diferença. Existe essa preocupação do empresariado e do próprio consumidor. Essa dificuldade que tem o empresário, também tem o consumidor, que sente no bolso. Então temos essa preocupação ode correr atrás de gerar energia”, completa.

Energia através de resíduos sólidos

Dentro do projeto, está uma iniciativa que seria pioneira na região: a geração de energia através de resíduos sólidos. “Claro que é um projeto que tem que ser muito bem estudado. Não é barato. Mas eu vai ajudar toda a região. Vai coletar o lixo. Vai depositar na usina, e a usina vai gerar energia. O chorume vai gerar adubo. Depois, ainda sai o lodo, que é secado, triturado e um dos melhores fertilizantes que tem. Não se perde nada. E hoje, os produtores tem que pagar para depositar o lixo no Cirsures [Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos]. Claro que é um projeto que tem que ser muito bem estudado. Ninguém vai se Meyer a fazer qualquer cosia de olhos vendados. Tem que ter uma equipe técnica para fazer todos os estudos. Mas é viável. Tem na Alemanha. Tem em Minas, em São Paulo. Tem usinas maiores e menores. Pode fazer consórcios, formar parcerias. E conforme o dinheiro, faz a usina maior ou menor. Vai ser bom para o meio ambiente, bom para o agricultor e bom para o associado porque vai gerar lucro. E a energia está sendo gerada com custo menor”, destaca.

Outra ideia é o incentivo à energia solar. “É um projeto que temos que trabalhar muito em cima. Apoiar empresas que querem instalar energia solar. E as residências, temos um plano de conversar com a Caixa Econômica Federal, esses bancos que financiam casa pelo ‘Minha Casa Minha Vida’, e incluir no financiamento, a instalação da placa de energia solar. Como financia a casa em 30 anos, coloca junto. Em vez de pagar R$ 200 de energia, vai pagar 20, 30 reais no financiamento. São ideias para modernizar a cooperativa e beneficiar o associado”, adianta.

Mercado livre

Um dos assuntos mais comentados, no que diz respeito à geração de energia, é a entrada das cooperativas no mercado livre. Atualmente, devido aos subsídios, a compra direto da Celesc sai mais barata. Porém, para Tezza, é necessário se preparar para o modelo no futuro.

“É uma opção. A cooperativa tem que ser preparada para comprar energia no mercado livre. Porque mesmo que você vá gerar energia, de imediato não vai conseguir abastecer todo o consumo da cooperativa.Tem que ser preparado nesses quatro anos para entrar no mercado livre. Não é igual está pagando hoje. Porque está pagando 50% a menos do que se fosse comprar no mercado livre. Mas a partir do momento que a Cermoful perder o subsidio, a energia vai dar um pulo, e vamos ter que buscar alternativas”, analisa.

Mudança na parte operacional

O candidato acredita que a mudança da parte operacional da Cermoful, que está instalada junto com a administração, no centro de Morro da Fumaça, é uma necessidade. “Uma ideia que não é só minha, mas de outros candidatos, e acho que qualquer um que chegar à presidência vai ter que fazer isso, que é tirar a parte operacional de dentro da cidade e colocar no anel viário. Garante o deslocamento de caminhões para atender as ocorrências mais rápido e desafoga o trânsito. E onde está a parte operacional hoje, faz um auditório. Hoje, a cooperativa não tem um auditório para fazer uma assembleia. É uma cosia que está no nosso plano de governo”, destaca.

Tezza também fez elogios ao corpo técnico da cooperativa. “A Cermoful está bem. Atendimento bom. Mas isso não quer dizer que precisa relaxar. Daqui para afrente, cada vez tem que melhorar mais. A equipe da Cermoful é muito capacitada. Equipe técnica é muito boa. Ali não te quem mudar nada. Só dar condições para trabalhar cada vez melhor”, completa.

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