Em entrevista exclusiva ao TN, Moisés faz balanço do ano para o Sul

Governador ainda falou sobre o processo de impeachment, a gestão da pandemia e os planos para o futuro

Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação

- PUBLICIDADE -

Gustavo Milioli

Criciúma

- PUBLICIDADE -

“Nós mudamos a forma como o Governo do Estado enxerga o Sul.” A afirmação do governador Carlos Moisés (sem partido) não veio sem um embasamento. Em entrevista exclusiva ao Tribuna de Notícias, o chefe do Executivo estadual detalhou todos os investimentos que a região recebeu ao longo dos três primeiros anos de mandato. Já foram mais de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 770 milhões apenas em infraestrutura.

O Sul Catarinense atravessa um momento ímpar. Até o final de 2022, demandas como a extensão da Via Rápida, a Rodovia dos Mineiros, a Serra do Corvo Branco, a Serra do Faxinal, o Anel de Contorno Viário de Criciúma e a SC-442, em Cocal do Sul e Morro da Fumaça, devem estar em um estágio acelerado.

Moisés ainda comentou os dois afastamentos que recebeu, classificando-os como “absolutamente injustos.” O segundo aconteceu em março de 2021. Na visão do governador, ambos foram motivados “mais pelos acertos do que pelos supostos erros.” A indefinição sobre qual partido irá ingressar para ir em busca da reeleição continua.

Tribuna de Notícias (TN) – Como o Senhor avalia este ano de governo? Arrepende-se de algo que poderia ter feito e não conseguiu?

Carlos Moisés – Foi um ano em que enfrentamos e superamos grandes desafios e que conquistamos importantes e históricos avanços para Santa Catarina. Conciliar o enfrentamento à pandemia, algo inédito, que governo algum experimentou, com o nosso segundo afastamento do cargo, absolutamente injusto como foi o primeiro, exigiu de nós muita resiliência e trabalho.

Mesmo com um afastamento sem mínima justa causa, Santa Catarina mantém uma gestão da pandemia que é referência nacional, somos considerados o estado mais seguro do país pelo Centro de Liderança Pública e tivemos um desenvolvimento econômico muito mais acentuado do que a média nacional, o que se refletiu também na geração de empregos.

Neste ano, iniciamos programas importantes como o Gente Catarina, que vai melhorar os índices de desenvolvimento humano dos municípios que estão com esse indicador abaixo da média estadual, o SC Mais Confiança, que tornará mais fácil e menos burocrática a vida do empreendedor, o SC Mais Inclusiva, com investimentos recordes na educação especial, o Bolsa Estudante, que garantirá R$ 6.250 ao longo de 2022 para até 60 mil estudantes da rede pública, e liberamos investimentos inéditos em bolsas para o ensino superior.

Também iniciamos os investimentos nas rodovias federais, com apoio da Assembleia Legislativa, o que já traz resultados práticos. Na medição mais recente, de novembro, já pudemos ver que a BR-285, em Timbé do Sul, teve o maior avanço desde o início das obras, há oito anos.

Agora em dezembro, depois de repassarmos de forma voluntária R$ 3,5 bilhões para pequenas e médias cidades, lançamos o maior projeto municipalista da história de Santa Catarina: o Plano 1000. São mais R$ 7,3 bilhões para transformar projetos engavetados em obras estruturantes que promovam o desenvolvimento e mais qualidade de vida para todas as cidades do nosso Estado.

TN – É possível quantificar os repasses que a região Sul recebeu neste ano?

Carlos Moisés – Na região Sul a nossa administração já investiu mais de R$ 1,5 bilhão. São R$ 770 milhões para infraestrutura, mais de R$ 155 milhões com a Celesc, cerca de R$ 14 milhões com a Casan, mais de R$ 16 milhões em repasses para a saúde, R$ 76 milhões para educação, R$ 29 milhões para instituições que atuam na educação especial, além de R$ 212,9 milhões em transferências especiais, na forma de emendas parlamentares, repassados desde 2019. São números que demonstram que o governo do Estado olha para a região Sul como nenhuma outra administração anterior o fez.

TN – Para 2022, o que o Sul pode esperar do Governo do Estado? Diversas obras de infraestrutura estão em andamento, inclusive, reivindicações antigas que começaram a sair do papel. Há alguma obra que ficou para trás e será contemplada?

Carlos Moisés – O Sul pode esperar ainda mais avanços. Nós mudamos a forma como o Governo do Estado enxerga o Sul, colocamos o Vale do Araranguá no mapa dos investimentos e estamos tirando demandas históricas do papel. É o caso das obras da Jacob Westrup, a Jorge Lacerda, a Rodovia dos Mineiros, a nova ponte sobre o Rio Araranguá, a SC-442 em Cocal do Sul e Morro da Fumaça, o acesso Sul de Balneário Arroio do Silva, a Serra do Corvo Branco, a Rodovia dos Imigrantes e tantas outras. Vamos iniciar a execução de obras como a Serra do Faxinal, a SC-108 de Praia Grande a Jacinto Machado, a quarta etapa do Anel de Contorno Viário de Criciúma, a rodovia Ageu Medeiros entre Laguna e Tubarão, em parceria com a Amurel, para citar só alguns exemplos.

Viradas essas páginas, nosso foco em 2022 será planejar as grandes obras de médio e longo prazo. Aqui incluo os grandes projetos dos municípios que poderão ser viabilizados pelo Plano 1000.

Por falar em Plano 1000, a região também poderá esperar um Governo do Estado próximo dos municípios e disposto a investir nas principais necessidades dos cidadãos, sejam elas de competência municipal, estadual ou federal.

A entrevista completa você lê na edição do Jornal Tribuna de Notícias desta sexta-feira 

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.