As duas Anitas de SC

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O falecimento da empresária Annita Hoepcke da Silva abre um vácuo na vida cultural de Florianópolis e de Santa Catarina. Nascida em família rica, mãe descendente de alemães e pai de portugueses, dedicou-se na fase adulta a preservar as raízes das duas nacionalidades.

Teve requintada formação com a orientação de dona Ruth, e tomou o gosto pela música e a paixão por Florianópolis do pai.

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Inteligente, talentosa, poliglota, cantora, fina educação, conversa macia e muita serenidade, tinha outras incontáveis virtudes e qualidades. Sabia-se que participava de eventos artísticos e apoiava promoções culturais de caráter filantrópico, porque amava a música. Mas também porque olhava para os desfavorecidos. Sabe-se agora que a benemerência era maior, praticada no silêncio dos doadores solidários e generosos.

Possuía outra característica comum aos corações pródigos: o sorriso contagiante, a revelar espírito fraterno e amigo. Sua presença iluminava o interlocutor, transmitia aquela energia do bem.

Com a irmã Silvia, criou e presidiu o Instituto Carl Hoepcke, realizando um extraordinário projeto de resgate da colonização alemã em Santa Catarina, promovendo eventos culturais, ensino e publicações.

A prioridade era a pesquisa e preservação do rico patrimônio da imigração germânica, herança da mãe, e uma contínua busca pela conservação das raízes portuguesas, herdadas do pai.

Familiares e amigos despediram-se cantando “Como é grande o meu amor por você”, e o “Rancho de Amor a Ilha”.

Anita, a lagunense Ana de Jesus Ribeiro, na guerra, integrou Brasil e Itália. Annita, com dois “n”, na paz, uniu Santa Catarina, Brasil e Alemanha.

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