Vereadores de Criciúma divergem sobre uso facultativo de máscara

O assunto foi discutido em sessão na Câmara

Divulgação

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Érik Borges
Criciúma

Um assunto que gerou ampla discussão nesta semana em Criciúma, também foi discutido na Câmara de Vereadores em sessão ordinária na noite desta segunda-feira: o uso facultativo de máscaras em locais externos a pessoas já imunizadas. A vereadora Giovana Mondardo falou sobre isso e disse que, na condição de sanitarista, afirma que se vê na obrigação de questionar o decreto municipal assinado pelo prefeito Clésio Salvaro.

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“Não podemos colocar em risco a vida das pessoas, porque eu acho que é muito cedo tomar essa medida de não utilização de máscaras e enquanto sanitarista é meu dever defender isso. Criciúma não é uma ilha. E isso nos leva a pensar que 400 mil pessoas no Estado ainda não completaram o esquema vacinal”, declara Mondardo, do PCdoB.

Ela solicitou ao prefeito Clésio Salvaro para que ele pare de construir peças publicitárias para agradar uma parcela da população. “Como é que nós vamos conseguir fiscalizar essa situação? Não há possibilidade”, diz Mondardo.

O requerimento que ela levou à Câmara, não foi colocado em votação. De acordo com a assessoria da Câmara, alguns requerimentos, por questão de tempo regimental, não entraram em discussão/votação, como neste caso.

A tendência é que isso entre em discussão e votação na próxima sessão, marcada para hoje. Os principais questionamentos da vereadora se dão para saber qual a base científica utilizada para justificar a falta de obrigatoriedade do uso de máscara e também quais fiscalizações e controle que serão adotados para garantir que apenas pessoas que se enquadrem nos critérios estipulados pelo decreto deixem de usar a máscara nos espaços previstos.

Vereadores apoiam decreto municipal

O vereador Nicola Martins, do PSDB, avalia que o prefeito tomou uma medida bastante acertada e com base na ciência. Ele destacou a fala de Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, onde falou que se pode discutir a retirada das máscaras em locais abertos quando atinge 70% do público vacinado.

“Criciúma passou de 70% com dose dois ou dose única e está com 92% da primeira dose. O próprio secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro respondeu em uma entrevista que com o transcorrer da imunização era preciso discutir a volta de eventos e o uso das máscaras em ambiente aberto. Há um entendimento que com um percentual de 70% ou 75% a gente pode discutir o fato de a máscara ser opcional nos ambientes externos”, diz Martins.

Foi aprovado ontem também, o envio de requerimento do vereador Jair Augusto Alexandre, do PL, ao governador Carlos Moisés, solicitando informações sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras. Tendo em vista que aproxima-se de 70% da população catarinense foi vacinada com a segunda dose da vacina, o vereador quer saber se existe algum planejamento do Estado para o uso facultativo da máscara, ao menos ao ar livre.

“Clésio Salvaro tomou uma atitude de um prefeito corajoso e sincero. Porque existe muita hipocrisia nisso. Pessoas que são contra, mas ficam em ambientes sem máscara, mas no meio do povo fazem papel de hipocrisia. Quero elogiar o prefeito pela transparência e coragem”, declara Alexandre.

Ele cita uma lei federal nº 13.979 e afirma que ela delega poder ao prefeito para que possa redigir um decreto de acordo com a realidade do município.

“Hoje em Criciúma temos mais de 70% com a segunda dose. Então quem tem que se cuidar é aqueles que não se vacinaram. Porque tiveram a mesma oportunidade que todos tiveram. Lógico que hoje nós temos esse hábito de usar álcool em gel em todos os lugares. O não uso de máscara em ambiente aberto nos dá uma noção da normalidade que temos que voltar”, acrescenta Alexandre.

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