Uma revolução no trânsito de Criciúma

Projeto conhecido como Onda Verde, que faz parte do Fonplata 2, começará a ser viabilizado com assinatura de contrato entre julho e agosto

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Tiago Monte

Criciúma

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O caótico trânsito da região central de Criciúma – incluindo a Avenida Centenário em toda a extensão – está perto de ter uma solução. Será assinado, entre os meses de julho e agosto, o contrato entre a Prefeitura de Criciúma e as instituições de crédito, que viabiliza o início da licitação para a aquisição da central semafórica. A partir daí, começará o desenvolvimento da chamada Onda Verde, em Criciúma. Ou seja, a sincronização dos semáforos, principalmente da Avenida Centenário, em tempo real, para que o trânsito tenha uma fluidez maior. “A central semafórica, basicamente, é uma central de controle operacional. Terá uma sala com vários televisores e um software ligados a todos os cruzamentos semafóricos da região central. São em torno de 54 cruzamentos semafóricos, na região central, que estarão sendo monitorados por essa central de controle operacional”, explica a engenheira da Secretaria de Infraestrutura de Criciúma, Kátia Smielevski.

Porém, o investimento não será apenas em equipamentos, mas também em contratação de pessoas para que haja a operação correta dos aparelhos. “Nós vamos ter técnicos que vão fazer um plano semafórico para controlar o tráfego. Por exemplo: vem movimento da direção de Urussanga, sentido Unesc, às 18 horas. Dá aquele pico. Então, lá na central, terá um plano semafórico que vai dar mais tempo (nos semáforos) para escoar melhor esse fluxo”, diz.

O investimento inicial será de 11 milhões de reais. Além da central semafórica e da contratação de pessoas, obras também serão feitas nas ruas da área central da cidade. “Revitalização de algumas ruas centrais, tanto no pavimento, quanto em rotas acessíveis de calçadas. Não é aquela calçada em que o proprietário é obrigado a fazer, mas, por exemplo, temos que melhorar a acessibilidade na Praça do Congresso, na Praça Nereu Ramos, na saída do terminal… Nós temos que dar caminhabilidade”, destaca.

Operação deve iniciar até 2023

A Onda Verde deve começar acontecer entre 2022 e 2023. O compromisso de empréstimo será assinado para dar o pontapé inicial do projeto. “Precisamos assinar o contrato com o banco primeiro. Passa por isso. Ou vai ser 2022 ou 2023 (o início da Onda Verde), mas tem que acontecer. Não tem outra solução. Além de outras modificações como o projeto que a Santa Vita (novo empreendimento da região central) deu em compensação. Claro que temos que implementá-lo, juntamente com essa central semafórica, para termos essa reformulação no trânsito de Criciúma”, pontua Kátia.

Após a assinatura do contrato, começará o processo licitatório para contratação dos serviços. Porém, a verba destinada para o projeto não será liberada toda de uma vez só. “Esse novo financiamento tem cinco anos de investimentos. Esse recurso não vem de uma só vez. Virá à medida que o município for fazendo a contrapartida”, comenta.

 Desta forma, o município precisará investir 25 milhões de reais para ter a liberação da verba de 125 milhões de reais. “Para isso, já começamos a investir: nessa semana será lançado um edital, por exemplo, para construção de um canal no Pio Corrêa. Está previsto 12 milhões de reais e já foi aprovado pelo banco. Será uma contrapartida. A gente já teria 12 milhões para receber depois. A gente vai investindo e é proporcional: investimos 25% e eles vão repassando o recurso”, explica Kátia.

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