Um ano de impasse para construção da ponte que liga Turvo e Meleiro

Moradores das comunidades de Boa Vista e Nova Esperança lidam com as dificuldades sem o principal acesso disponível. Estrutura desabou no ano passado

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN
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Meleiro/ Turvo

No dia 15 de julho do ano passado, a ponte que liga as comunidades de Boa Vista e Nova Esperança, nos municípios de Meleiro e Turvo, respectivamente, desabou de forma natural. Desde então, os moradores lidam com a ausência da estrutura, que dificulta o acesso entre as localidades, principalmente, para quem trabalha na região. O desvio alternativo aumenta o trajeto em praticamente 20 quilômetros. A construção da nova ligação está orçada em cerca de R$ 600 mil.

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Desde o desabamento, representantes das duas prefeituras têm buscado uma solução para as comunidades. “Em janeiro, foi feito o contato entre o prefeito Éder (de Meleiro) e a Prefeitura de Turvo para ver esse acerto para construir essa ponte, que teria caído no ano passado. Ficamos a par de como estava o assunto. Verificou-se, na época, que havia uma adutora da Casan que estava ligada à ponte e comprometia fazer qualquer demolição ou reforma que fosse entrar nesse mérito”, explica o engenheiro civil de Turvo, Eduardo Manenti.

Um dos problemas, à época, foi resolvido pela Prefeitura de Turvo. “Nós entramos em contato com a Casan, ajustamos algumas informações e fizemos a estrutura metálica para dar apoio só para essa adutora, então foi removida da ponte. A partir daí, entrou-se na questão de projeto, que ficou a encargo de Meleiro. Foi feito uma reunião conosco e chegou-se a conclusão de pedir esse dinheiro para o Estado, já que é uma rodovia municipal, que liga os municípios. Tem todo um interesse regional”, acrescenta Manenti.

O projeto em questão foi enviado ao Departamento de Infraestrutura (Deinfra), que solicitou alguns ajustes. “A princípio, a ideia seria conseguir esse dinheiro junto ao Estado, para evitar que os dois municípios tenham que desembolsar o valor de seus cofres. Então, tentar o recurso estadual seria uma opção, e foi isso que ficou definido. Para isso, o Estado pediu algumas alterações no projeto, então estamos aguardando Meleiro dar continuidade às alterações, já que cabe a eles, para isso ter continuidade”, destaca o engenheiro civil de Turvo.

De acordo com o engenheiro civil de Meleiro, José Francisco Nazário, o Deinfra solicitou estudos complementares ao projeto que foi enviado. “Pediram de tráfego, para avaliar quantos veículos vão passar ali por dia, e hidrológico, para ver o nível do rio e evitar enchentes, além desses, alguns outros. O projeto técnico estrutural está correto”, frisa. A ponte possui pouco mais de 20 metros de extensão, com peso máximo permitido de 45 toneladas.

Definição nos próximos 30 dias

O atual prefeito em exercício de Meleiro, Joel de Luca, acredita que nos próximos 30 dias, o impasse deve ser resolvido. “O prefeito Éder Mattos decidiu que faria com recursos próprios, metade de Meleiro e metade de Turvo. Faríamos um convênio entre os dois municípios para executar a obra. Está tendo um impasse quanto a Turvo, que não teria o recurso disponível em caixa, segundo as informações que temos, para fazer a contrapartida“, comenta.

A troca do Governo de Turvo também impactou o andamento das tratativas. “O município teve a mudança de prefeito, e antes Meleiro já tinha acordado com o prefeito anterior que fariam a ponte. E, agora, parece que não tem recursos”, enfatiza De Luca. “Junto à comunidade, nós vamos decidir qual o próximo passado. Quanto à parte política, a gente já tentou de todas as formas”, acrescenta.

O prefeito em exercício afirma que pelo Estado, a obra deve demorar a ficar pronta. Por isso a necessidade do investimento por parte dos municípios. “Ali é uma rodovia municipal, mas tem um fluxo grande entre as comunidades. Então, é uma obra para amanhã. Está a um ano se arrastando, desde que foi interditada. As pessoas têm que fazer uma volta muito grande para se deslocar, a ponte encurta o trajeto”, finaliza.

Municípios no entorno da Serra da Rocinha, como Turvo e Meleiro, buscam a federalização da BR-285, além da criação de uma Rota Alternativa, que incluiria o trecho entre as comunidades em que a ponte, ainda não construída, está localizada.

“É um dos principais acessos que liga o Morro Chato ao município de Meleiro. Dependendo do ponto de vista, pode ser visto até como uma rota alternativa para a BR-285, porque seria uma opção para desviar desse fluxo, ligando à SC-108, passando por dentro do município de Turvo”, finaliza o Manenti.

A reportagem do Tribuna de Notícias tentou contato com o prefeito de Turvo, Sandro Cirimbelli, para obter informações sobre a possibilidade de recursos serem destinados à obra, mas até o fechamento desta edição, não obteve sucesso.

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