Turvo: projeto cumpre meta e 3% da população se torna doadora de sangue

Ação teve início em fevereiro e, em menos de seis meses, 360 pessoas foram ao Hemosc contribuir com um ato de amor ao próximo

Foto: Geórgia Gava/ TN
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Turvo/Criciúma

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda: o percentual ideal de doadores de sangue em um país é de, pelo menos, 3% da população. Levando isso em consideração junto à proposta desafiadora do setor de captação da Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), um grupo de Turvo deu início a um projeto que serve de exemplo para a região. Desde fevereiro, as idealizadoras da iniciativa buscam incentivar a população do município a doar, sendo que o transporte até o hemocentro de Criciúma é disponibilizado gratuitamente todas as semanas.

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Poucos meses depois do desafio ser imposto, a meta foi batida. Ontem, 3% da população de Turvo se tornou doadora de sangue. “Eu sou a doação de número 360. Quando a gente iniciou o projeto, ano passado, em novembro, nunca imaginávamos que iríamos chegar a esse ponto. Nosso objetivo inicial era trazer as pessoas para doar sangue e salvar vidas, mas como fomos desafiados, pensamos: ‘Agora vamos cumprir essa meta’. O povo de Turvo é muito abençoado. Quando jogamos esse desafio na mídia, a gente conseguiu uma receptividade bem grande da população, tanto é que já batemos a meta”, explica a idealizadora da iniciativa, Elaine Salvaro.

O prazo para bater a meta era até o fim do ano, mas em menos de seis meses, o percentual já foi alcançado. “É uma alegria e satisfação muito grande, além disso, é saber que todo esse povo que veio aqui [no Hemosc] e doou sangue, está ajudando o próximo”, celebra Elaine. “Agora cumprimos essa meta, mas o nosso objetivo continua. Na semana que vem já temos outra turma. Vamos continuar com esse projeto e, quem sabe, dobrar a meta para tentar manter o nível satisfatório do estoque de sangue”, acrescenta a idealizadora da ação.

O apoio da população e do comércio junto ao incentivo do Poder Público é fundamental para o sucesso do projeto. “A gente só queria que toda a semana tivesse transporte para o Hemosc e, graças a Deus, conseguimos. É um projeto que envolve tempo, a gente tem que estar dedicado a ele, mas o que nos traz força são as pessoas que fazem tratamento de saúde, que nos mandam mensagem dizendo conseguiram sangue mais fácil e agradecendo por ajudar no tratamento deles. Não é um projeto tão difícil de organizar, mas tem que gostar, é amor”, enfatiza Elaine.

Grupo cresceu com o tempo

Maiara Saccon é doadora e também está à frente do projeto em Turvo. “Eu acredito muito que Deus coloca as pessoas certas na vida da gente, porque eu e a Elaine não nos conhecíamos, não sabíamos uma da outra, e eu como já era doadora, fiquei sabendo que ela organizava esses grupos dois meses depois que ela já tinha começado, aí pensei em ajudar. No começo, para mandar um grupo por mês, era muito difícil”, pontua.

À medida que o projeto tomava proporções maiores, o número de doadores e de pessoas interessadas em ajudar também crescia. “Nós não temos um real em caixa, é tudo com ajuda do comércio, temos pessoas que não podem doar sangue, mas contribuem com dinheiro e a gente reverte em brindes. Todo mundo abraçou a causa e, em quatro meses de trabalho, nós conseguimos bater a meta, acredito que agora conseguimos dobrar”, acrescenta Maiara.

Para a doadora turvense, não tem explicação que defina a gratidão em poder doar sangue. “Eu tive exemplo dentro de casa, meu pai foi doador por muitos anos, hoje ele não pode mais porque ele teve câncer e eu disse que ia pegar o lugar dele. Não tem explicação, a população turvense há anos atrás não tinha acesso a sangue como tem hoje, e saber que a gente pode estar salvando as pessoas, não tem explicação, é gratificante”, finaliza.

Estímulo deve continuar

De acordo com o coordenador da Divisão Técnica do hemocentro de Criciúma, Rafael Luiz da Silva, o incremento das doações nas últimas duas semanas resultaram em estoques de sangue adequados no Hemosc. “Nós tivemos uma ótima resposta, hoje [ontem] nós conseguimos chegar a essa meta [3% de doações em Turvo], contudo, sempre lembramos que essas ações não podem parar, a gente espera e acredita que, com certeza, vai continuar esse estímulo, não só dos que já são doadores, mas dentro das suas famílias, captarem até novos doadores para fazerem um gesto altruísta para ajudar outras pessoas”, comenta.

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