Trabalhadores do Samu seguem denunciando as condições das viaturas

São pneus sem condição de rodar na USA 3 de Araranguá e USA 2 de Tubarão, uma viatura, cedida, está baixada na garagem por estar sem freio. A USA de Criciúma, esta sobrecarregada por cobrir a deficiência das outras cidades

Foto: Divulgação
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Com laudos de duas oficinas mecânicas comprovando o sucateamento das viaturas das USAS, denominação para as ambulâncias avançadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), com médico, enfermeiro e técnico, os trabalhadores seguem denunciando os graves problemas do Samu no sul do Estado.

São pneus sem condição de rodar na USA 3 de Araranguá e USA 2 de Tubarão. Neste último município, uma viatura, cedida por Florianópolis, está baixada na garagem do Samu por estar sem freio. A USA de Criciúma, esta sobrecarregada por cobrir a deficiência das outras cidades.

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São vários relatos denunciando e cobrando a solução da gestora OZZ Saúde e ou intervenção do Governo do Estado na gestão do Samu. “As reclamações dos funcionários continuam chegando no Sindicato. Como se não bastasse os salários e FGTS atrasados, entre tantos problemas, os trabalhadores e os pacientes ainda tem que conviver com o risco diário de sofrerem um acidente usando uma viatura sucateada. Temos inclusive em mãos laudos de duas oficinas mecânicas comprovando a inviabilidade da utilização das USAS desta forma, sem manutenção”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos da Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido.

Protestos, audiência com a Secretaria Estadual de Saúde e várias reuniões foram realizadas mas até agora nada de solução concreta: “Só promessas”, critica Cleber. O Sindisaúde fez denuncias esta semana junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Confira os relatos dos trabalhadores que não se identificaram por medo e ameaças de demissão pela gestora efetuados na última semana. Em anexo fotos de alguns pneus “carecas” das USAS e, alguns restaurados, mas não foram trocados porque as oficinas não querem mais fazer a troca por não receberem pelos serviços.

Relato 1 – ” Nossa equipe estava levando um paciente a Floripa, no meio do trajeto se depararam com um acidente, na decida do morro em Paulo Lopes. No acidente a vítima foi ejetada para fora do veículo, nosso condutor freou, mas pela chuva forte e as más condições dos pneus, não segurou, por pouco ele não atropela a vítima do acidente e ainda bate a VTR”.

Relato 2 – “Não oferece as condições básicas”.

Relato 3 – “Estamos infelizmente trabalhando exaustos e sobre pressão da empresa”.

Relato 4 – ” Estamos em serviço para salvar vidas trabalhando com aflição e insegurança riscos de vida para eles e os pacientes devido as viaturas totalmente sucateadas”.

Relato 5 – “Manutenção já foi solicitada há meses.”

Relato 6 – “Nossa equipe estava levando um paciente a Floripa, no meio do trajeto se depararam com um acidente, na decida do morro em Paulo Lopes. No acidente a vítima foi ejetada p fora do veículo, nosso condutor freou mas pela chuva forte e as más condições dos pneus, não segurou, por pouco ele não atropela a vítima do acidente e ainda bate a VTR

Relato 7 – “Estamos infelizmente trabalhando exaustos e sobre pressão da empresa.”

Relato 8 – ” São viaturas de 2016 e o tempo resposta de três anos já foi.”

Relato 9 – ” A USA 2 de Tubarão está baixada há mais uma semana ou mais por falta de freio. A USA 3 só faz ocorrências perto e mesmo assim correndo riscos por estarem os pneus totalmente desgastados. Ai se viermos parar, fazer uma paralisação, vão nos cobrar que nosso serviço é de emergência e não pode parar. Mas elas estão paradas e outras rodando por ordem de cima mesmo sem manutenção”.

Relato 10 – ” Caso a viatura fosse baixada novamente a equipe seria punida”.

Relato 11 – ” Realmente esta deprimente a situação dos pneus da nossa VTR”.

Mais Informações: Cleber Ricardo da Silva Cândido – presidente do Sindisaúde Criciúma – (48) 99109 -0914

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