Setor gastronômico realiza protesto em Florianópolis

Aproximadamente 50 veículos da Região Carbonífera irão se deslocar à Capital

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN
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Criciúma/ Florianópolis

Representantes do setor gastronômico de todo o Estado se reúnem hoje, a partir das 14h, em Florianópolis. O motivo é um protesto, organizado por 30 entidades e coordenado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Os empresários reivindicam e questionam a eficácia das atuais medidas vigentes que têm prejudicado o atendimento dos estabelecimentos em Santa Catarina.

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Da Região Carbonífera (Amrec), cerca de 50 carros já estão confirmados para a ida à Capital. “As reivindicações já foram apresentadas, ali nós vamos tratar a questão das medidas e que continuem mantendo o cuidado e as restrições que têm que ter, mas que não impeçam o nosso trabalho. Como por exemplo, queremos o funcionamento até pelo menos meia-noite, essa questão da restrição da capacidade e, obviamente, cobraremos que dentro desses 14 meses que o setor vem sendo duramente afetado, nós não temos medidas de compensação financeira, auxílio, ou o que tange os impostos”, explica o presidente da Via Gastronômica de Criciúma, Joster Favero.

Em Florianópolis, uma carreata organizada pelas entidades deve partir do bolsão do trapiche na Avenida Beira-Mar Norte, passando pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Casa D’ Agronômica e encerrando no Centro Administrativo do Estado. A expectativa é que, em média, 250 veículos de todas as regiões participem do ato marcado para esta tarde.

“As pautas vão ser desde suporte e auxílio financeiro, porque fomos obrigados e impedidos de trabalhar por quase 14 meses e não tivemos nenhuma contrapartida e, também, que a partir de agora ficou comprovado que essas medidas não baixam os casos de coronavírus, então que elas sejam medidas mais inteligentes. Não queremos liberação total, nada disso, só queremos ter um horário condizente de trabalho e que a gente tenha previsibilidade, que a cada momento essas regras não fiquem mudando”, enfatiza Favero.

Episódio de desrespeito

O presidente da Via Gastronômica de Criciúma conta que na quinta-feira passada, a assessora pessoal da governadora interina Daniela Reinehr, convocou uma audiência com o setor gastronômico. “Na sexta-feira, chegamos lá (Florianópolis), e foi cancelada. Ela estava com uma pauta política envolvida, recebendo vários representantes particulares, e nós nos deslocamos de diversas regiões do Estado e não fomos recebidos. Voltamos sem nenhuma resposta”, conta.

Atualmente, os estabelecimentos gastronômicos atendem com a capacidade reduzida e até às 22h. “Nós trabalhamos com todos os regramentos, mas, quando somos impedidos de trabalhar, as pessoas não param de se confraternizaram. Daí o que elas fazem? Se reúnem de forma clandestina, com zero cuidado, e aí a gente vê essa curva explosiva de contágio”, finaliza Favero.

Confira algumas reivindicações do setor gastronômico:

  • Substituição da restrição que limita a capacidade dos estabelecimentos;
  • Permissão do consumo de bebidas e alimentos somente por pessoas sentadas e com distanciamento de 1,5 metro entre as mesas;
  • Substituição da restrição que limita o horário de atendimento até às 22h;
  • Ampliação do horário de atendimento para até à meia-noite;
  • Aumento da penalização de estabelecimentos e consumidores que não cumprirem o decreto;
  • Extinção da “Lei Seca”.
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