Secretaria de Saúde de Joinville acompanha caso de ‘fungo negro’

Caso é de um homem, de 52 anos, morador da zona Norte da cidade, com histórico de comorbidades

Foto: LMMV/IOC/Foicruz
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O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde emitiu uma comunicação de risco sobre um provável caso de mucormicose (fungo negro) em um paciente de Joinville, no Norte de Santa Catarina.

A situação já estava sendo acompanhada pela equipe de Vigilância em Saúde do município desde que foi cogitada a hipótese do diagnóstico.

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O caso é de um homem, de 52 anos, morador da zona Norte da cidade, com histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide). No dia 20 de fevereiro, ele apresentou sintomas gripais e realizou o teste de antígeno no dia 23, confirmando o diagnóstico para Covid-19.

Em 19 de março, em função de uma fraqueza generalizada relacionada com a Covid-19, foi internado em um hospital da rede particular. Teve alta no dia 4 de abril, com melhora geral do quadro de saúde.

Por ter apresentado cetoacidose diabética, uma complicação metabólica caracterizada por fatores relacionados com a diabetes, o paciente teve uma celulite facial, que prejudicou parcialmente a clareza da visão.

Nova internação

Por este motivo, ele iniciou imediatamente acompanhamento com médico especialista. O homem então foi internado novamente no dia 21 de maio, para realização de procedimento cirúrgico, que foi efetivado no dia 26 deste mês.

Atualmente, o paciente segue internado em unidade hospitalar particular, com monitoramento constante da Secretaria Municipal da Saúde, por meio da equipe da Vigilância em Saúde. As informações seguem sendo compartilhadas com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Estado da Saúde.

Mucormicose

O termo fungo negro é popularmente utilizado para se referir à mucormicose, uma infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales.

É considerada uma infecção fúngica grave e rara, originária de microrganismos que vivem em diversos ambientes, particularmente no solo com matéria orgânica em decomposição, como folhas, adubo ou madeira.

A mucormicose é contraída por pessoas que entram em contato com os esporos fúngicos. Indivíduos diabéticos, com doenças onco-hematológicas ou que utilizam medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis à contaminação.

Em casos graves, a mucormicose pode evoluir para coma e óbito. A infecção, que geralmente se manifesta na pele, pode espalhar-se para outras partes do corpo.

Geralmente, o tratamento é realizado com intervenção cirúrgica para remover os tecidos infectados ou mortos. Em alguns pacientes, a evolução da doença pode resultar na retirada de parte da mandíbula ou do olho.

Também há tratamento medicamentoso, que pode envolver um período de 4 a 6 semanas de terapia antifúngica intravenosa, dependendo do quadro clínico do paciente.

Em nível mundial, diversos estudos estão sendo realizados para verificar possíveis relações entre a mucormicose e pacientes com Covid-19, especialmente os que apresentam comorbidades e quadros imunodreprimidos.

Via ND+

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