SC define novo calendário de vacinação contra a Covid e antecipa prazos

O objetivo é que os municípios caminhem juntos na imunização e não tenham grandes disparidades no atendimento por idade. A proposta antecipa a previsão de doses divulgada no início de junho

Foto: Arquivo/Decom
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A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de SC (Cosems/SC), aprovou nesta quinta-feira (1º) um calendário para orientar as prefeituras quanto ao andamento da vacinação contra a Covid-19 por faixa etária. O objetivo é que os municípios caminhem juntos na imunização e não tenham grandes disparidades no atendimento por idade. A proposta antecipa a previsão de doses divulgada no início de junho.

Um dos problemas é o quantitativo de cada cidade. Há municípios que têm mais jovens, outros mais grupos prioritários, o que resultou na falta de igualdade entre as vacinações: enquanto algumas prefeituras ainda atendem pessoas acima de 50 anos, outros já estão imunizando população de 44 anos, por exemplo. Há o temor de que desnivelamento gere corrida por vacinas para municípios mais adiantados.

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A proposta aprovada prevê um calendário de atendimento de cada uma das faixas etárias e obriga que as prefeituras tenham, pelo menos, 75% de cobertura da faixa etária antes de avançarem para a próxima. O envio de doses será calculado para que as cidades atendam as mesmas faixas etárias ao mesmo tempo.

Calendário*

1º de julho a 8 de julho – acima de 40 anos (cerca de 1 milhão de pessoas em SC)

9 de julho a 22 de julho – entre 35 e 39 anos (600 mil pessoas)

23 de julho a 5 de agosto – entre 30 e 34 anos (614 mil pessoas)

6 de agosto a 19 de agosto – entre 25 e 29 anos (595 mil pessoas)

20 de agosto a 31 de agosto – entre 18 e 24 anos (557 mil pessoas)

*O calendário é um esboço para evitar que municípios iniciem uma faixa etária antes dos outros. Na prática, a CIB vai avaliar se o recebimento de doses pelo governo federal será compatível com o calendário, ou seja, ele poderá mudar a partir de reuniões futuras. O objetivo é de que as datas sejam um parâmetro para autorizar, e não necessariamente iniciar, a vacinação.

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