Papai Noel: uma vocação depois do aposento

Ricardo de Oliveira adotou a caracterização em 2018 e, desde então, segue alegrando famílias da região durante este período

Foto: Nilton Alves/ TN

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Criciúma

Em um convite por acaso, em 2018, Ricardo de Oliveira, ex-mineiro, descobriu uma nova vocação: se vestir de Papai Noel e encantar os natais da região. “Eu estava andando ali no bairro Cidade Mineira, quando um amigo meu me chamou para um trabalho que ele estava precisando. Dali em diante, eu não parei mais. No ano seguinte fui contratado novamente e comecei assim. Me apaixonei, não tem preço lidar com crianças”, conta.

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O Papai Noel, neste ano, esteve na Praça do Congresso, em Criciúma, fazendo a alegria dos pequenos. Ele conta que cada um reage de uma forma diferente ao ver a figura natalina. “Tem algumas crianças que tremem, outras que riem e choram. Mas, não tem preço, é uma satisfação enorme. Não tenho palavras para descrever o quão bom é ouvir ‘Papai Noel, eu te amo’. É sincero, é gratuito. Sou muito feliz com essa minha nova profissão”, acrescenta Ricardo.

No terceiro ano de Ricardo como Papai Noel, muitos desafios foram impostos à profissão, devido à pandemia. “Foi muito diferente. O contato humano, das crianças, é totalmente diferente. Claro, a gente sente o espírito natalino fazendo uma live, mas pessoalmente é incrível. Não consigo dizer o quanto é bom, só se a pessoa estiver no meu lugar. Quem começa com essa atividade, não para mais”, enfatiza.

Ricardo conta que o amor por esta época do ano sempre esteve presente em sua vida. “Eu sempre fui muito fantasioso com o Natal, principalmente, por causa dos meus dois filhos. Brincava com eles, fazia a fantasia de Papai Noel, montava o pinheirinho. E sempre tive um carinho muito grande por crianças”, pontua.

Pedido que marcou

Brinquedos estão à frente quando o assunto são os presentes de Natal da criançada. Mas, um desejo diferente e marcante chamou a atenção de Ricardo. “Até me deixou reflexivo. Foi uma menina que veio pedir a cura do câncer da mãe dela. Até hoje, eu não esqueci e me toca. Na hora, fiquei sem palavras, mas depois a aconselhei a conversar com Deus, porque ele atende todo mundo”, comenta o Papai Noel, que espera reencontrar a menina, futuramente, e receber uma boa notícia.

Magia do Natal

A pequena Valentina, de Siderópolis, foi visitar o Papai Noel na Praça Nereu Ramos, junto com o pai, Dido Bortoluzzi. “Ela gosta muito do Papai Noel, da magia do Natal. Sempre montamos a árvore e o presépio. As crianças, no interior, tem o costume de cortar o capim para colocar na decoração e assim nós fazemos”, comenta.

 

 

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