Família na luta diária para ver pai voltar a sorrir

Criciumense Alexandre Rossa, que está há nove meses acamado devido às sequelas deixadas pela Covid-19, ainda não conheceu a filha mais nova

Foto: Divulgação
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Gustavo Milioli/Especial

Criciúma

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Deve ser difícil de imaginar, mas o criciumense é Alexandre Rossa é pai de uma menina que sequer pôde conhecer. O Tribuna de Notícias contou a situação da família em janeiro deste ano, quando a esposa Mayara estava perto de dar à luz a pequena Maria Augusta. O representante comercial contraiu coronavírus no final de 2020 e durante o processo de intubação, teve uma parada cardiorrespiratória que provocou uma grave lesão cerebral. Desde então, está acamado, apenas respirando.

À época, os familiares criaram uma campanha para arrecadar verba a fim de custear o oneroso tratamento em uma clínica de reabilitação, que contempla auxílio especializado diário com profissionais da área da saúde, incluindo fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionista, fonoaudiólogo e acompanhamento médico.

“Todos me perguntam se o Alexandre já teve melhoras, mas ele está apenas se mantendo. Não houve avanços nos movimentos ou na comunicação, porque a lesão foi muito grave. Por isso ele inspira bastante cuidado, com toda a terapia”, expõe Mayara. Como o marido era uma pessoa querida por todos os conhecidos, não foi difícil para a família conseguir o valor desejado. No entanto, aconteceram imprevistos com a saúde de Alexandre, que ficou com a saúde debilitada e fizeram com que quase todo o dinheiro arrecadado fosse gasto de uma maneira mais rápida do que o esperado.

“Quando ele chegou à clínica, os médicos avisaram que levariam ao menos seis meses para observarmos alguma melhora. Nós estávamos usando o dinheiro da vaquinha, mas nas primeiras semanas, ele precisou voltar para o hospital, um particular. Só nisso gastamos em torno de R$ 40 mil, a metade do valor que havíamos arrecadado”, explica ela. Por este motivo, uma nova campanha foi aberta para receber ajudas de qualquer valor.

Um pai superpresente                                 

A esposa conta que Alexandre sempre teve o sonho de ser pai, e ele conseguiu aproveitar ao máximo a experiência por 10 anos. Foi durante este tempo em que o criciumense conviveu intensamente ao lado da filha mais velha, Isabelly. Os dois viviam grudados.

“Ela é muito apegada nele, porque ele sempre foi um superpai. Ele fazia de tudo por ela, desde brincar, até a ajudar nos estudos. Quando só nós dois saíamos juntos para jantar ou passear, ele sempre dizia que era para a Isabelly também estar lá. Ele sempre pensou muito na filha, um pai maravilhoso em todos os sentidos”, pontua Mayara.

Uma das grandes vontades de Alexandre era poder gerar uma segunda criança, sonho que foi realizado em março deste ano. O período de gestação foi de uma alegria só para toda a família. “Nós estávamos planejando isso há cinco anos, só que eu não conseguia engravidar. Chegamos a pensar que eu estava com algum problema de saúde, mas consultamos os médicos e eles disseram que apenas não havia acontecido ainda”, comenta.

A principal angústia que assola Mayara é o fato de o esposo ainda não ter conhecido a pequena. “No dia do parto fizemos uma chamada de vídeo, mas eu não sei se ele vê ou não. O que eu tenho mais dó é de ele não estar participando dos momentos”, lamenta. Essa é a grande dúvida de todos. Alguns indícios indicam que o paciente consegue perceber a presença dos familiares nas visitas ao quarto. Porém, a equipe médica é mais cética. “Os médicos falam que ele não tem consciência nenhuma. A gente não consegue saber se ele nos entende quando conversamos com ele. Tem horas que parece que ele está olhando para a gente, mas depois ele volta a ficar com o olhar perdido. Quando ele escuta a nossa voz, ele suspira, dá uma respirada bem profunda”, destaca.

Tanto Isabelly, que conheceu o melhor do pai, quanto Maria Augusta, poderão, no futuro, orgulharem-se de partilharem do mesmo sangue de um grande homem, e darem continuidade ao seu legado de ser humano. “O pai era muito legal comigo, eu sempre adorei sair com ele. Ele me inspira”, conta a mais velha, que já está com 11 anos.

“O que me mantém em pé é a fé, creio que Deus ainda irá fazer um milagre nele, porque para Deus tudo é possível. Eu acredito que ainda verei ele de volta, é isso que me mantém forte”, arremata Mayara.

Como ajudar

Vakinha: www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-na-recuperacao-de-alexandre-rossa

Conta: 1288.000815684925-4

Banco: Caixa econômica federal

Nome: Alexandre dos Santos Rossa

Conta: poupança

Agência: 00535

Cpf: 067.832.719-00

Chave pix: isabellyrossa@gmail.com

No Instagram: @ajudealexandrerossa

 

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