Mutirão deve contemplar 40 mil pacientes que aguardam cirurgia eletiva

Objetivo da Secretaria de Estado da Saúde é reduzir a fila de espera. Procedimentos devem ser agendados entre outubro de 2021 e o início do ano que vem

Foto: Maurício Vieira/ Secom

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Criciúma

Mais de 40 mil cirurgias eletivas, que ficaram represadas por conta da pandemia, devem ser realizadas em até seis meses pela Secretaria do Estado da Saúde, em parceria com hospitais filantrópicos de Santa Catarina. Somente no Sul, mais de oito mil pacientes aguardam pela realização dos procedimentos. A pasta quer promover um mutirão, entre outubro de 2021 e o início do ano que vem, com o objetivo de reduzir a fila de espera.

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Com a lotação das unidades hospitalares devido às internações por infecções da Covid-19, as cirurgias eletivas de média e alta complexidade, que necessitam do uso de sedativos e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), acabaram sendo suspensas durante dois períodos específicos. Os procedimentos foram retomados em maio deste ano, após uma considerável melhora no cenário pandêmico.

Em virtude disso, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, planeja dar início a uma força-tarefa para diminuir a fila de espera por uma cirurgia eletiva em Santa Catarina. Antes da pandemia, havia 60 mil pessoas esperando pelo procedimento, com o agravamento da situação, o número sofreu um acréscimo de 40 mil pacientes.

O movimento da Saúde pós-pandemia terá como objetivo a regionalização das ações. “Nós precisamos construir pontes que façam com que os municípios sejam autossuficientes. Estamos revisando a Política Hospitalar Catarinense e diminuiremos os sofrimentos, absorvendo as demandas com custeio e habilitação”, frisa o secretário de Saúde do Estado. “Vamos assumir esse desafio e, caso o cenário permita, diminuir consideravelmente essa fila em seis meses. Para isso, precisamos nos reorganizar, ofertar mais e custear melhor. E é exatamente isso que projetamos”, acrescenta.

O objetivo da ação é retomar ao número pré-pandemia, realizando, portanto, 40 mil cirurgias em seis meses. Atualmente, a maior demanda por procedimentos está na Grande Florianópolis, com mais de 25 mil pessoas aguardando na fila de espera, seguida do Planalto Norte/Nordeste (18.124), Vale do Itajaí (13.683), Grande Oeste (12.212), Sul (8.429), Meio-Oeste (7.021), Foz do Rio Itajaí (6.517) e Serra (3.337).

Entre as cirurgias que serão realizadas estão às ortopédicas, gerais, de aparelho geniturinário, circulatório, vias aéreas superiores, face, cabeça e pescoço.

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