Morro da Fumaça dá pontapé inicial para implantação do sistema de esgoto

Administração municipal abriu licitação para a primeira etapa do projeto. Obras devem iniciar no ano que vem, estima o diretor do Samae

Foto: Divulgação/ Assessoria Morro da Fumaça
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Morro da Fumaça

O sistema de esgotamento sanitário está cada vez mais perto da realidade dos fumacenses. Ontem, a administração municipal, por meio do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), abriu a licitação para a primeira fase do projeto. Quando pronta, a rede vai beneficiar toda a população de Morro da Fumaça. O planejamento proposto também inclui investimentos nas áreas de drenagem pluvial e recolhimento de resíduos sólidos.

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“Uma conquista que nos traz muita felicidade é a licitação do projeto de esgotamento sanitário. Esse projeto foi dividido em três etapas, a primeira é agora, onde 12 empresas estão concorrendo à licitação. É um investimento inicial na casa de meio milhão de reais [com recursos do Samae], mas vai contemplar todo município de Morro da Fumaça e o Distrito de Estação Cocal. Nesta etapa, será desenvolvido um levantamento topográfico e de áreas, onde vamos executar as estações de esgotamento sanitário”, explica o diretor do Samae, Rogério Sorato.

A abertura dos envelopes deve acontecer ainda nesta semana, estima o diretor do Samae. “Essa primeira parte são 90 dias para conclusão, bem provável que nos próximos dias a gente já lance a licitação da segunda etapa, que vai realmente fazer os projetos complementares, básicos e executivos das estações de tratamento e redes de esgoto. Por fim, a gente vai licitar a sondagem, que está ligada à qualidade do material de reposição das ruas, isso tudo é bem provável que até o fim do ano a gente já tenha tudo concluído”, acrescenta Sorato.

Com as obras escalonadas, a expectativa é que as frentes de trabalho iniciem as construções para o sistema de esgotamento sanitário no ano que vem. “Nós temos até 2033 para executar o projeto”, pontua Sorato. “Além disso, o planejamento envolve não somente o esgotamento sanitário, mas também investimentos nas redes de água, sistema de reservação, melhorias na drenagem pluvial e, também, recolhimento de resíduos sólidos”, acrescenta o diretor do Samae.

Coleta seletiva também será incentivada

Junto ao sistema de esgotamento sanitário, projetos sustentáveis também devem ser colocados em prática. “É bem provável que o município nos próximos meses comece os alinhamentos para criação de cooperativas para a gente poder fazer a coleta seletiva em toda a cidade de uma maneira eficiente e eficaz, onde o Samae vai fomentar por meio de doação de sacolas de lixo recicláveis”, ressalta Sorato.

Revisão do Plano de Saneamento Básico

O sistema de esgotamento sanitário faz parte de um planejamento para os próximos 20 anos, junto a outros projetos que envolvem a área. “Poucos municípios da região possuem o Plano de Saneamento Básico atualizado, tem muitas mudanças acontecendo e a gente precisa se atualizar nessa questão toda. A Lei Federal 11.445 exige que o documento seja revisado em conformidade com as diretrizes. Revisamos e já estamos na fase de consulta pública”, finaliza o diretor do Samae.

O documento está disponível para consulta pública no site oficial do município: www.morrodafumaca.sc.gov.br e do Samae: www.samaemf.sc.gov.br. os fumacenses podem ainda dar as suas sugestões.

Expectativa das obras

Para o prefeito de Morro da Fumaça, Noi Coral, a expectativa é concluir até 40% do sistema de esgotamento sanitário até o fim do mandato. “Já se sabe e foi comprovado que para cada R$ 1 investido, se economiza R$ 4 na saúde. Então, essa primeira etapa, é para abrir caminho para as outras duas, assim, em 2022, nós já vamos ter máquinas nas ruas abrindo valas e executando toda essa parte tratamento de esgoto em alguns bairros”, comenta.

Atualmente, apenas 2% da população fumacense – que estão localizadas em loteamentos novos – têm rede de esgoto e estações de tratamento exclusivas. “Eles obrigados a ter, só que vão ter que apresentar uma rede que funcione, a gente sabe que é difícil, é preciso o Poder Público tomar conta e depois dar andamento. Rede feita pelo próprio município, não tem nada”, finaliza o prefeito.

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