Magistrada dá a receita: trabalho e estudo para evitar a reincidência

A juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma, participou do evento "Desafios e perspectivas da ressocialização em tempos de pandemia"

Foto: Divulgação/ Fernanda de Maman

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A juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma, participou nesta semana (3/8) do evento “Desafios e perspectivas da ressocialização em tempos de pandemia”, realizado pelo Conselho da Comunidade de Criciúma.

O evento teve por objetivo discutir os problemas relacionados à ressocialização e encontrar uma solução a ser colocada em prática. “Precisamos evitar o ciclo vicioso da reincidência. A forma para fazer isso é através do trabalho e da busca por conhecimento, com estudo e leitura. É necessário sensibilizar a sociedade para o uso da mão de obra dos presos, que é uma mão de obra que tem rendimento e ainda por cima qualificada”, afirma a juíza.

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Ainda de acordo com a magistrada, o preso um dia vai voltar para a sociedade e deve retornar como uma pessoa melhor. “O caminho é um só, a ressocialização. Sabemos que a pena tem duplo caráter, punitivo e de ressocialização. As duas facetas devem acontecer, a punição é necessária, afinal a justiça precisa ser feita, mas não só isso, ele precisa se tornar uma pessoa melhor.”

O evento também contou com a presença de dom Jacinto Inácio Flach, bispo da Diocese de Criciúma, além de representantes do Ministério Público e gestores das unidades prisionais da região Sul. Durante o encontro, foi encaminhado para o ano que vem um evento em nível estadual sobre a mesma temática, que será realizado em Criciúma.

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