Mães lactantes da região realizam ato pela vacinação contra Covid-19

Grupo se reúne em frente à prefeitura de Criciúma, a partir das 15h, neste domingo

Foto: Arquivo/ TN
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Criciúma

Mães lactantes de Criciúma e região realizam neste próximo domingo, dia 30, um ato com o objetivo de mobilizar autoridades sobre a importância de serem incluídas na vacinação prioritária contra o coronavírus. Atualmente, apenas as puérperas e gestantes com comorbidades podem receber a dose do imunizante. O protesto acontece a partir das 15h, em frente à prefeitura, no Paço Municipal Marcos Rovaris. A expectativa é que dezenas de mulheres participem do mamaço.

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“A nossa ideia com o mamaço é que o prefeito veja e que o Acélio [secretário de Saúde] veja, porque a gente tem mandado mensagem, tem marcado eles nas postagens, e não tivemos nenhum retorno, nenhuma possibilidade de contato”, explica uma das organizadoras do ato, Mariane Fernandes. “A nossa expectativa é que com essa visibilidade, a gente consiga que nos ouçam, ouçam a nossa pauta e a necessidade de estarmos vacinadas, não por nós como mulheres adultas, mas pelos nossos bebês que não tem como usar os EPIs necessários”, acrescenta.

Através de uma rede social, o pedido das mães lactantes tomou proporções maiores na região. “A gente não estava vendo movimentação regional, porque nós tínhamos participado de um abaixo-assinado que as meninas do Estado fizeram, mas também precisávamos de uma pressão municipal e, então, resolvemos nos organizar. Somos quatro administradoras, mas já reunimos mais ou menos 100 mulheres”, enfatiza Mariane.

O ato seguirá todos os cuidados para evitar a proliferação do coronavírus. “No domingo, a gente vai fazer as marcações com o distanciamento de dois metros, uso de máscaras, tudo de maneira segura porque a gente quer proteger os bebês, então não vamos arriscar os bebês, nem nós mesmas. Vamos fazer tudo bem organizado e demarcado para não ter ‘muvuca’. Vai ser tudo seguro e significativo para nós”, finaliza Mariane.

Moção estadual

Uma moção de apoio e solidariedade foi solicitada pelo movimento “Lactantes pela Vacina Santa Catarina”, com o objetivo de incluir o grupo no Plano Municipal de Imunização. Ao longo do documento, inúmeros fatores que validam o pedido foram elencados pelo grupo. “Pesquisas e estudos vêm demonstrando que os anticorpos da mãe vacinada são transmitidos ao bebê através do leite materno sem riscos para o lactante, o que garante a proteção de duas pessoas a partir de uma única vacina”, diz.

 

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