Lauro Müller: Hospital enfrenta problemas para manter atendimento

Gestão anterior deixou algumas irregularidades, entre elas, o alvará sanitário vencido. Atual administração busca solucionar a situação para que a unidade continue de portas abertas

Foto: Lucas Colombo/ Arquivo TN

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Lauro Müller

A Fundação Hospitalar Henrique Lage, de Lauro Müller, tem enfrentado alguns desafios para manter a unidade em funcionamento. A atual gestão encontrou inúmeras intercorrências ao assumir, no dia 1º de janeiro, a administração da estrutura. Entre as irregularidades está o alvará emitido pela Vigilância Sanitária, vencido há alguns meses. No momento, a diretoria busca solucionar as demandas exigidas e manter a instituição de portas abertas à população. Uma nova fiscalização será realizada no início de março e poderá definir a continuidade dos trabalhos.

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“Assumimos a direção da Fundação Hospitalar Henrique Lage em 1º de janeiro de 2021 buscando informações para dar continuidade aos serviços prestados à população. Esse processo seria mais ágil caso fosse feito um trabalho de transição. Como não houve, algumas questões podem ser mais difíceis de serem resolvidas de imediato”, explica a atual diretora geral da unidade, Regina Ramos Antunes.

A profissional relata que, junto à Vigilância Sanitária, quando assumiu o cargo, foi verificado que o alvará de funcionamento estava vencido há algum tempo. “No dia 27 de janeiro realizamos uma visita ao órgão na regional de Criciúma, onde fomos informados pelas fiscais que o hospital vinha recebendo notificações solicitando melhorias na parte estrutural e documental desde 2018 e não obtinham respostas ou resoluções dos problemas apresentados. Com isso, estavam programadas para, em fevereiro, virem fechar o hospital e encaminhar o processo ao Ministério Público”, acrescenta a diretora.

Para manter os atendimentos, a atual gestão tem pouco menos de 30 dias para regularizar toda a demanda exigida pela Vigilância Sanitária Regional. “Sabendo da importância do nosso hospital para a população de Lauro Müller e região, nos comprometemos, junto a este órgão, a trabalharmos firmemente para nos adequarmos as exigências dentro do prazo concedido, prazo este prorrogado por conta de nossa iniciativa, mantendo nossas portas abertas e futuramente ampliando nossos serviços”, finaliza Regina.

Fiscalizações periódicas apontam problemas

A Vigilância Sanitária Regional é responsável por supervisionar a Fundação Hospitalar Henrique Lage. “Nós fizemos a fiscalização desse hospital, porque o município não tem fiscais capacitados, aí em casos de alta complexidade fica para o Estado. Há uns dois anos a gente vem intimando, autuando, dando prazos para a Fundação regularizar, mas as pendências continuam. Ano passado houve a interdição da Central de Material Esterilizado (CME) e, consequentemente, as cirurgias eletivas foram paralisadas em função de não ter como esterilizar os materiais”, comenta a fiscal sanitarista, Daiane Godinho.

Problemas na estrutura e, principalmente, nos documentos da Fundação são as principais demandas. “Existe um sistema do Estado onde a gente coloca os dados do hospital e a própria unidade pode fazer uma autoinspeção. O sistema define se ele é passível de liberação de alvará ou se tem risco de suspensão. Nas últimas fiscalizações os problemas persistiam e, na última fiscalização, ano passado, as pendências continuavam, foi dado mais um prazo e no retorno seria tomada uma decisão mais drástica”, acrescenta Daiane.

Com a mudança da administração do hospital no início do ano, há a possibilidade de que a situação seja regularizada. ”Fizemos uma reunião, eles se comprometerem em resolver o problema, pediram prorrogação do auto. Estamos programando para voltar ao hospital no início de março, vamos verificar todos os protocolos e poderemos fazer uma análise mais conclusiva, esperamos que seja melhor”, finaliza a fiscal sanitarista.

Sobre a entidade

O Hospital Henrique Lage há mais de seis décadas atua em prol da população de Lauro Müller. Há quase três anos, a unidade juridicamente passou a funcionar como Fundação Hospitalar. Antes, a estrutura e os atendimentos dependiam totalmente da administração municipal, depois da mudança, essa condição passou a ser de autossustentação.

Atualmente, são oferecidos serviços de internação clínica e em saúde mental, urgência e emergência 24h e, também, atendimento aos pacientes sintomáticos com coronavírus (Covid-19) após horário de atendimento no Centro de Triagem (anexo ao hospital).

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