Imunização abaixo do esperado no Sul do Estado

Procura pela vacina contra a gripe (influenza) ainda é considerada baixa nos municípios. Profissionais alertam para a importância de receber a dose

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Tiago Monte

Criciúma

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A Campanha de Vacinação contra Influenza (gripe) iniciou a terceira etapa na quarta-feira passada. A fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

Porém, quase uma semana depois, o número de imunização ainda é considerado baixo pelos profissionais responsáveis pela vacinação da população. “Precisamos lembrar que a campanha de vacinação contra a influenza segue acontecendo. A gente sabe que a vacina contra a Covid-19 é a ‘pupila dos olhos’, mas não podemos esquecer que temos essa vacina que está há muito tempo implantada. Ela é feita todos os anos”, explica a Chefe de imunização da Secretaria de Saúde de Criciúma, Kelly Barp Zanette.

A profissional lembra que a influenza também oferece riscos à saúde das pessoas. “Tivemos, sim, óbitos de pessoas, nos anos anteriores, por causa da influenza. As pessoas  precisam se conscientizar disso. Não é porque, neste momento, temos uma pandemia acontecendo, que podemos fechar os olhos para outra doença que também acomete a população”, explica Kelly.

Intervalo de 14 dias entre as doses

O tempo mínimo de espera entre uma vacina e outra é de 14 dias. Por isso, pessoas que já receberam a imunização contra a Covid-19, por exemplo, podem e devem fazer a vacina contra a gripe (influenza). “O idoso já está vacinado contra a Covid-19 há algum tempo, desde fevereiro, então, eles já podem fazer a vacina contra a gripe. Os idosos ou familiares se preocuparam com a Covid e não está fazendo a vacina da influenza”, adverte Kelly.

A mesma linha de raciocínio serve para as crianças.“Elas foram imunizadas em um maior número, mas elas ainda não estão habilitadas para fazer a vacina da Covid, então, não tem porque não fazer a da influenza”, pontua a profissional.

Outro motivo importante para a vacinação são os sintomas da gripe (influenza) serem parecidos com os da Covid-19. “Faça a vacina da influenza e se proteja. Os sintomas são muito semelhantes com a Covid-19, então, às vezes, a pessoa precisa procurar o estabelecimento de saúde, o hospital e até ficar internada por causa da gripe. Essa vacina já está disponível há um bom tempo, então não podemos ter um olhar direcionado apenas à uma patologia. Temos que lembrar que a vacina contra a influenza é de qualidade”, destaca Kelly.

Para se imunizar é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), sem precisar de agendamento, das 8 às 17 horas, com o número do Cartão SUS, um documento de identidade e as comprovações necessárias para cada grupo. Até o início da manhã desta quarta-feira, a cidade já havia vacinado 28.923 pessoas contra a gripe. A campanha segue até o dia 9 de julho. “Precisamos alertar as pessoas para se vacinarem. Não adianta o Ministério da Saúde ofertar a vacina, o município manter o vacinador em sala se a população não faz a sua parte”, finaliza Kelly.

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