Içara: Santuário terá columbário para abrigar urnas com cinzas de fiéis

Espaço estará abrigado dentro da Igreja da Ressurreição, mais uma obra inédita prevista para ser concluída em até quatro anos

Projeto foi apresetado durante uma coletiva de imprensa. Foto: Geórgia Gava/ TN
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Içara

Um projeto inédito será desenvolvido no complexo do Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus (SCMJ), em Içara. A Igreja da Ressurreição, que comportará um columbário – espaço com nichos que abrigam cinzas de fiéis que foram cremados, terá três pavimentos e será referência em todo o país pelo tamanho e capacidade. Haverá seis mil lóculos disponíveis, com quatro urnas cada, totalizando 24 mil pessoas que poderão ter sua memória preservada no espaço de fé e reflexão.

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De acordo com o reitor do Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, padre Antônio Vander da Silva, “a tradição cristã, desde os primórdios, recomenda que os cadáveres sejam sepultados no cemitério ou em um lugar sagrado”. Portanto, o espaço será destinado à preservação das memórias dos fiéis. ”É uma espécie de construção sepulcral dotada de pequenos nichos que se destinam a guardar urnas cinerárias. E, quando surgiu esse objetivo, nós fomos nos cercando de pessoas que poderiam nos ajudar. Será um lugar de referência”, acrescenta.

Ainda conforme Vander, a sepultura dos mortos é considerada uma obra de misericórdia corporal, favorecendo a memória, a oração e a reflexão pelos que já partiram. “A Igreja orienta que tem que ter a vontade explícita da pessoa falecida e que a queimação do cadáver não toca o espírito e não impede a onipotência divina de ressuscitar aquele corpo. Então, por isso, após longos estudos, a Igreja diz que não há problema”, explica. “Observando tudo que temos, é que nasceu a necessidade de pensarmos nessa estrutura, para que possa comportar o columbário”, complementa.

Lóculos serão comercializados

A construção será custeada através da comercialização dos lóculos e está avaliada, inicialmente, em R$ 10 milhões. Cada espaço será vendido mediante a contrato e não há preços ainda estabelecidos. Entretanto, já no início do ano que vem, a expectativa é que algumas urnas já sejam recebidas no Santuário para ficarem em um lugar temporário. “A partir do dia 1º de janeiro, nós vamos ter um espaço designado para já acolher as urnas das pessoas que optarem pela cremação e por ficarem aqui. Estará disponível até que toda a obra seja edificada”, explica o reitor.

A expectativa para conclusão da estrutura é de até quatro anos. “É uma obra bonita e grande, ela precisa de um tempo para ser totalmente concluída”, comenta o coordenador da Comissão do Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, Agilmar Pedro Viana. Quando a Igreja da Ressurreição estiver pronta, haverá missas semanais pelas almas. “O objetivo não é só dar um destino correto às cinzas, mas também será um espaço que o padre vai fazer celebrações, as famílias poderão tirar as urnas e haverá um local para rezar. A grande expectativa do Santuário é fazer uma coisa bonita, mas também ter zelo, cuidado e carinho”, acrescenta.

Detalhes arquitetônicos

De acordo com um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Maurício Carneiro, esse é um projeto inédito. “O columbário tem cerca de 6.000 lóculos, cada um, com aproximadamente 50x50x50x50, com disponibilidade em cada espaço de quatro urnas, isso dá uma capacidade de 24 mil em um primeiro momento, com possibilidade de expansão no futuro conforme a necessidade”, explica. “Nós temos um portal de entrada, que dialoga com a Capela do Senhor Morto. Nós transpusemos o desenho dessa fachada da capela para fazer essa transição da vida para morte e da morte para a ressurreição”, completa.

Todos os detalhes técnicos do projeto da Igreja da Ressurreição foram reunidos em pouco mais de um mês. “Ele não é um cemitério qualquer, é um monumento. Como um conjunto de homenagens através das cinzas das pessoas, não é um espaço comercial simplesmente, tem todo um envolvimento religioso que traz essa passagem da morte para ressurreição, isso permite que seja constantemente celebrado”, finaliza Carneiro.

 

 

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