Içara: Chance para renegociar dívidas

Lojistas promovem feirão que proporcionará descontos mínimos de 50% em jutos e multas para contas em atraso

Lucas Colombo / Arquivo TN
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Tiago Monte

Criciúma/Içara

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Quem está com dívidas no comércio já pode se programar para renegociar os débitos. Descrito como o maior evento de renegociação da história de Santa Catarina, o Feirão SPC Regulariza Seu Nome acontecerá entre 29 de julho e 7 de agosto. Serão 10 dias de um evento organizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC (FCDL/SC), em conjunto com dezenas de CDLs de todo o Estado e associados. “É uma oportunidade única para os clientes e empresas do varejo catarinense, principalmente em tempos de pandemia e crise”, avalia o presidente da FCDL/SC, Ivan Roberto Tauffer.

Para os consumidores, a vantagem é conseguir descontos mínimos de 50% em juros e multas. E esta prerrogativa veio em boa hora, já que o número de brasileiros com contas em atraso chegou a 63 milhões em abril deste ano – cerca de 39,5% da população.

Uma pesquisa da FCDL/SC apontou que mais de 50% das pessoas que vão aos balcões do SPC para consultar seu CPF perguntaram se poderiam negociar e regularizar suas pendências diretamente na CDL de sua cidade, sem necessidade de ir à empresa. O Feirão ainda está recebendo adesões dos comerciantes, que podem se inscrever na CDL das cidades. “Uma vez cadastradas, as dívidas serão inseridas no sistema do evento, com as condições oferecidas para renegociação aos interessados em quitar os débitos”, diz Tauffer, ressaltando que, somente as empresas inscritas no programa SPC Regulariza, poderão participar.

Liberdade para fazer novas compras

A partir da renegociação das dívidas, os consumidores estão liberadores para fazer novas compras no crediário. “Para o comércio é bom também. Ambos saem ganhando”, explica o presidente da CDL Içara, Paulo Roberto Brígido.

A instituição içarense fará parte do evento. “É importante para os dois lados: tanto para as pessoas que estão com o nome sujo, vamos dizer assim, que precisam se livrar da dívida, quanto para as lojas que dão a oportunidade de baixar juros e multas. Pode-se até parcelar novamente a dívida, se for o caso. Fazer um reparcelamento: uma parte em dinheiro e o restante parcelado”, comenta.

O percentual de pessoas que busca a renegociação chega a 60%.“Esse valor estava amortizado, uma parte esquecida. Muitas vezes, as pessoas têm interesse, mas acabam com medo de chegar até a loja, pensam que não vão conseguir. Neste momento, perde-se o medo, quebra-se a barreira e acontece um acerto”, ressalta Brígido.

Para o presidente da CDL Içara, as dívidas não são feitas propositadamente. “Muitas dessas pessoas estão em dívida por um acaso. Não foi por não querer pagar. Em geral, elas passaram por um mau momento na vida, afinal são pessoas também, na maioria das vezes boas, mas que tiveram algum deslize. Com a recuperação do crédito, elas acabam voltando para o comércio”, enfatiza.

Conforme Brígido, a pandemia da Covid-19 não teve grande influência para aumentar o número de devedores. “As pessoas se cuidaram mais nas compras. Essas dívidas, na maioria, vêm rolando há muito tempo”, diz.

CDL Criciúma está fora do evento

Após uma análise, junto aos associados, a CDL de Criciúma preferiu não fazer parte do evento. “A gente não vai participar. Fizemos uma análise dos nossos associados e entramos em contato com os maiores associados, que fazem uso do crediário, e vimos que a ferramenta funciona mais para pequenos casos”, comenta o presidente da CDL de Criciúma, Tiago Marangoni.

Porém, para 2022, a intenção da instituição é desenvolver um programa similar. “Temos que automatizar esse processo. Então, demos um passo atrás e vamos tratar isso como um produto para o ano que vem. Vamos dar um volume maior para as empresas maiores. Não estamos esquecendo da ação, vamos transformar em uma ação da CDL, para o ano que vem, com mais dados, agilidade e tecnologia”, finaliza.

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