HSJosé: no Dia Mundial da Saúde, atenção especial à mente

Atividades realizadas no hospital reforçam a importância do cuidado aos pacientes, familiares e colaboradores da instituição, especialmente durante o período da pandemia

Foto: Divulgação

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Em mais de um ano da pandemia do coronavírus, a saúde de toda a população nunca esteve tanto em evidência. Os cuidados para garantir a proteção contra as doenças, especialmente a Covid-19, a atenção especial aos exercícios que garantem o bem-estar e a qualidade de vida ganharam mais importância e são reforçados ainda mais neste dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. No entanto, o cuidado com a saúde da mente vem ganhado cada vez mais força, especialmente na área hospitalar. O atendimento aos pacientes, familiares e também colaboradores das instituições de saúde são fundamentais em todo este processo que inclui a vivência de algo novo e o medo causado pela pandemia.

No Hospital São José de Criciúma, a equipe multidisciplinar atua nas mais diversas áreas para garantir a saúde de quem precisa na instituição seja paciente ou colaborador. “O trabalho da equipe de psicologia do HSJosé é amplamente voltado para o cuidado da dimensão psicológica (mental), focalizando especialmente nos impactos do adoecimento e internação na vida das pessoas. Acolhemos, escutamos, avaliamos, intervimos durante a internação e sempre que necessário encaminhamos para outros serviços da rede de apoio mais próxima do paciente e familiares que acompanhamos. As intervenções, desde o acolhimento até o encaminhamento, são baseadas em parâmetros técnicos da psicologia hospitalar e suas subespecialidades”, psicóloga hospitalar do HSJosé e mestre em saúde coletiva, Fernanda de Souza Fernandes.

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As ações desenvolvidas no HSJosé estão sempre de acordo com a necessidade do paciente, ou com a demanda da equipe para ampliar as estratégias de cuidado. “Estas iniciativas variam desde o atendimento beira leito ao paciente, o que nos permite acolher escutar e avaliar as necessidades de saúde mental; atendimento ou conferência familiar, que nos permite estender o cuidado aos familiares; momentos de intervenção grupal com informativos, estratégias complementares de cuidado (música, poesia, dinâmicas, passatempo do bem, etc.), rodas de conversa sobre o processo de cuidado no ambiente hospitalar e preparo para a continuidade dos cuidados quando a alta acontecer”, comenta Fernanda.

Além disso, também há o acompanhamento e oferecimento de suporte psicológico nos processos de terminalidade e morte, atendendo e auxiliando nas reações de luto diante das necessidades do paciente e familiares. “Ao identificarmos a necessidade encaminhamos para serviços de psicologia da rede de serviços de saúde”, explica a psicóloga.

Ações intensificadas aos pacientes durante a pandemia

Com o avanço da pandemia, o diagnóstico de novos casos e o crescente número de hospitalizações, várias atividades foram desenvolvidas para garantir o cuidado com a saúde. “Na área da psicologia desenvolvemos iniciativas focadas no atendimento aos pacientes e familiares em isolamento. Muitas foram criadas ou adaptadas para o momento de pandemia e algumas se tornaram nossos procedimentos operacionais padrões”, explica a especialista.

Dentre as ações realizadas estão os atendimentos beira leito nos setores de isolamento (sempre com todas as medidas de cuidado); a atenção por ligação ou vídeos aos familiares; intervenções que incluam a revista Passatempo do Bem; comunicação alternativa para pacientes de UTI; momentos com música aos pacientes que se identificam; ações junto às equipes dos setores (aniversários, alta com música ou homenagem, acompanhamento de visitas ou despedidas familiares presencial ou vídeo, entre outros); momentos de cuidados com as equipes destes setores e ligações telefônicas aos familiares enlutados após a perda por Covid-19.

De acordo com Fernanda, com base nos achados técnicos e científicos da psicologia hospitalar, é compreendido que o atendimento e acompanhamento psicológico favorece a ampliação do acesso do paciente e seus cuidadores as suas condições de enfrentamento e resiliência, o que impacta na experiência que o mesmo poderá ter com o processo de adoecimento e internação. “Além disso, podemos contribuir para amenizar ou prevenir  o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, depressão e algumas de suas variações que podem surgir durante uma internação por associação a situação/tratamento que o paciente estiver vivenciando como por exemplo o transtorno pós-traumático – TEPT, síndrome do pânico, transtorno de ajustamento e adaptação, entre outros”, relata.

Aos colaboradores, reforço na manutenção da saúde

Além do cuidado especial com a saúde dos pacientes e familiares, os colaboradores do HSJosé recebem também o cuidado necessário para manutenção da saúde e bem-estar. “Desenvolvemos ações na tentativa de prevenção como, por exemplo, as desenvolvidas no início da pandemia, quando criamos conteúdos que pudessem auxiliar nos primeiros socorros psicológicos. Eram materiais que traziam sugestões de cuidado com a saúde mental. O trabalho foi conjunto com o setor de comunicação, que nos auxiliou na construção dos materiais e na divulgação, já que usamos muito a modalidades online no começo”, explica a psicóloga do hospital São José, Josiane Javorski.

Além disso, a título de intervenção, o HSJosé contou com a parceria da Unesc e recebeu duas residentes em psicologia, que auxiliaram tanto nas atividades pontuais com as equipes, quanto nos atendimentos individuais. “Agora estamos buscando subsidiar as lideranças, já que eles são os ‘braços’ que nos ajudam a alcançar mais gente. Ações de endomarketing, as ‘rampas’, ou seja, a saída dos pacientes no momento de alta também contribui, já que motiva e dá esperança às equipes”, garante a psicóloga.

Ao longo de todo este período de pandemia, as visitas das psicólogas nos setores e os atendimentos individuais têm sido bastante procurados. “Entendemos que isso significa que o resultado desses momentos é positivo. Esta é, de alguma mínima forma, nossa forma de devolver um pouquinho de todo o cuidado que oferecem aos pacientes. Representa um tipo de abraço e reconhecimento. Sabemos que há limites para essa atuação também, já que o cenário é construído com tantas variáveis que assustam, que não conseguimos dar conta de todas. Mas o medo diminuiu quando sabemos que não estamos sozinhos. Há alguém que se importa”, reflete Josiane.

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