Horário de verão não traz economia de energia, diz estudo

Estudo foi realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e apresenta o mesmo argumento usado pelo governo em 2019, ano do término do horário de verão


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Dois anos após a extinção do horário de verão, novo estudo realizado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) apresenta o mesmo argumento usado pelo governo em 2019: a mudança no relógio não traz economia de energia.

A avaliação aponta que o mecanismo poderia ajudar, mesmo que pouco, a atenuar o consumo nos horários de ponta, ou seja, quando há maior consumo de energia.

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Por isso, no diagnóstico entregue ao Ministério de Minas e Energia nesta semana, não faz recomendação alguma, pois o mecanismo teria um efeito “neutro”, de acordo com o ONS.

A avaliação foi feita a pedido da pasta diante da pressão crescente de alguns setores da economia e da grave escassez nos reservatórios das usinas hidrelétricas. O tema voltou à pauta após os segmentos do turismo, alimentação e comércio pedirem ao presidente Jair Bolsonaro a retomada do mecanismo, sob argumento de que pode contribuir para a recuperação financeira dessas atividades. Especialistas no setor elétrico afirmam que, mesmo que seja uma pequena economia de energia, seria relevante frente ao atual cenário que o setor elétrico passa.

O estudo do ONS foi entregue ao Ministério de Minas e Energia, que agora irá analisar os resultados.

Criado com a finalidade de aproveitar o maior período de luz solar durante a época mais quente do ano, o horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e adotado em caráter permanente a partir de 2008. A redução da economia do horário de verão começou a ser percebida e questionada em 2017, quando foi registrada uma queda de consumo da ordem de 2.185 megawatts, equivalente a cerca de R$ 145 milhões. Em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões, caindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma queda de 60%.

Com informações do NDmais

 

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