Homenagem às vítimas da Covid-19 é feita na Próspera

Foram acesas 601 velas, simbolizando as vítimas que morreram em decorrência do coronavírus em Criciúma

Foto: Erik Borges/TN
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Érik Borges

Uma homenagem foi realizada nesta quinta-feira em frente à Paróquia Nossa Senhora da Salete, na Próspera, para lembrar as vítimas da Covid-19 em Criciúma. Foram acesas 601 velas simbolizando o número de pessoas que já perderam a vida em decorrência dessa doença no município. Estiveram presentes pessoas que perderam familiares, representantes do Conselho Municipal de Saúde e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos (Siserp) da região criciumense, como é o caso da professora Rindalta de Oliveira, de 50 anos, que é membro do Conselho Municipal de Saúde. Ela perdeu recentemente um cunhado, que estava com 69 anos. “Ele não se vacinou. Não acreditava na eficácia da vacina. Começou a sentir os sintomas na quarta-feira, foi para o hospital na sexta-feira e morreu no domingo. Foi uma perda muito grande e deixou a família enlutada”, lembra Rindalta.

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Maicon Saviato, que é professor do município e membro do Siserp, e autor da ideia de organizar o ato, informou que cada vela simboliza uma vida perdida. “São muitos os casos de pessoas que perderam membros da família e tiveram a vida destroçada. Nós sabemos que grande parte dessas mortes poderia ter sido evitada se o Brasil cumprisse os protocolos e tivesse comprado mais rápido as vacinas. O Governo Federal atrasou ao máximo”, diz Saviato.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Criciúma, Julio Zavadil, destaca que esses números elevados de mortes se dá por conta da incompetência dos governos em relação às políticas de prevenção à Covid-19. “Temos tido no Brasil um dos países no mundo que mais adoece e mata, um dos países que está em 64º em número de vacinação e temos um país que sempre esteve a frente na questão de vacinação para o mundo. Mas na Covid-19 estamos sendo um fracasso, porque misturaram política com saúde, resolveram ganhar dinheiro em cima de vacinas”, declara Zavadil. “Vamos continuar demonstrando a nossa indignação com tudo isso”, finaliza Zavadil.

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