Governo prorroga decreto e lockdown não será aplicado

Paralisação de atividades não essenciais aos finais de semana continua no Estado. Novas regras entram em vigor, como a aplicação da “Lei Seca” entre 21h e 6h

Foto: Lucas Colombo/ TN

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Criciúma

Pelos menos pelas próximas duas semanas, não haverá lockdown total em Santa Catarina. A decisão foi anunciada pelo Governo do Estado, que esteve reunido com prefeitos e entidades na tarde de ontem para avaliar e estabelecer medidas de enfrentamento ao coronavírus. O novo decreto divulgado se assemelha com o anterior, seguindo com a paralisação de atividades consideradas não essenciais, sobretudo o funcionamento de bares, restaurantes e comércio, com a adição de mais algumas regras, como a restrição do consumo de bebidas alcoólicas a partir das 21h no próprio local de venda.

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Segundo o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, proibir o consumo de bebidas alcoólicas nos locais de venda tem como objetivo conter a aglomeração de pessoas e, também, evitar acidentes de trânsito e outras ocorrências que acabam sobrecarregando o sistema de saúde do Estado. “É um recado muito claro para que as pessoas entendam que o momento exige cuidado e responsabilidade. Temos convicção que esta medida contribuirá muito neste momento. É importante destacar que o Estado não impossibilita a tomada de decisão dos gestores municipais, de acordo com a necessidade regional de cada um”, pontua o governador.

Outras medidas

Além das medidas já previstas no decreto anterior e que foram mantidas neste, o Governo do Estado anunciou a prorrogação do uso de 500 policiais do efetivo exclusivamente para a fiscalização das medidas sanitárias previstas. O 9ª Batalhão da Polícia Militar, que atua nos municípios de Criciúma, Forquilhinha, Treviso, Nova Veneza e Siderópolis, recebeu um reforço de 16 profissionais para atuar durante a ação de combate à Covid-19.

O novo decreto também prevê que a partir de amanhã, 12 de março, até a próxima sexta-feira, 19 de março, pelo prazo de uma semana – ressalvado o fim de semana – haverá a limitação de funcionamento de uma série de atividades por limite de ocupação até 25% e atendimento ao público das 6h até as 23h59.

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, se mantém contra ao lockdown não somente durante a semana, mas também aos sábados e domingos. “O nosso entendimento não é de reduzir o horário de atender a população, mas estender. Os bancos, por exemplo, é uma vergonha o atendimento ao público, as agências têm que abrir as portas mais cedo e fechar mais tarde, porque é muito fácil a gente cobrar daquele cidadão que mal está conseguindo pagar suas contas, mas, aglomeração a gente vê muito em frente aos bancos. Parar, não dá. Não está trazendo o efeito que esperamos e não estamos sentados contando os mortos, estamos agindo contra isso, mas a paralisação não funciona”, enfatiza.

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