Funcionários do Hospital de Araranguá protestam em frente à unidade

Ato foi organizado após rumor de que o Governo do Estado romperia contrato com organizações sociais, como o Instituto Maria Schmitt

Foto: Divulgação/ IMAs
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Araranguá

Rumores de que o Governo do Estado poderia romper contrato com Organizações Sociais (OS) que administram unidades e serviços de Saúde em Santa Catarina, inclusive, o Instituto Maria Schmitt (IMAs), do Hospital Regional de Araranguá, foi motivo de protesto nesta quarta-feira. Funcionários levaram cartazes e manifestaram-se através de um abraço simbólico. Mais de 50 pessoas estiveram reunidas, mantendo todos os protocolos de segurança, em frente ao complexo.

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Reunião na sexta-feira com o sindicato

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido, haverá uma assembleia na sexta-feira, com os funcionários, para discutir a atual situação e quais serão os próximos encaminhamentos.

“Esse possível rompimento com o IMAs é injustificado. Na terça-feira, tivemos com o Instituto querendo entender a situação e nos preocupamos, porque eles dizem estar atendendo além do que o contrato prevê. Abriram três UTIs a mais. Existe um déficit hoje no Regional de R$ 14 milhões e o Estado não pagou. Os valores que seriam reservados para futuras rescisões foram direcionados para a abertura de leitos. Hoje, o HRA nem teria condições de pagar as rescisões aos trabalhadores”, explica Cândido.

Em nota, a Secretaria do Estado da Saúde se manifestou sobre a situação que houve além do HRA, o Hospital de Florianópolis, também administrado pelo IMAs. Confira na íntegra: 

Sobre nota publicada pelo Instituto Maria Schmidt (IMAS) a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) vem a público informar o que se segue:

Conforme já ressaltado por esta pasta, os pagamentos feitos aos serviços contratados para a gestão do Hospital Regional de Araranguá (HRA) e Hospital Florianópolis se encontram rigorosamente em dia. Por isso, não há motivo para apresentação de lacunas nas relações de trabalho, cuja gestão compete ao contratado.

O Estado cumpre seu papel fiscalizador e, sempre que existir a necessidade de readequação de contratos, tal ação será realizada para proteger serviços e servidores e para jamais, em hipótese alguma, deixar a população desassistida.

Diante do que foi exposto, faz-se necessário informar que desde o início da pandemia da COVID19 em março de 2020 o Estado de Santa Catarina forneceu 140 equipamentos para equipar as duas unidades administradas pelo IMAS, distribuídos da seguinte forma:

Hospital Florianópolis

Bombas de Infusão – 50 unidades
Camas e macas – 10 unidades
Carro de Emergência – 1 unidade
Desfibrilador – 2 unidades
Monitor Multiparâmetro – 16 unidades
Ventilador pulmonar – 19 unidades
Total: 99 itens

Hospital Regional de Araranguá

Camas e macas – 10 unidades

Monitor Multiparâmetro – 11 unidades

Ventilador pulmonar – 20 unidades

Total: 41 itens

Além disso, a SES emprestou ao IMAS 16.161 itens de medicamentos diversos, como cloridrato de dextrocetamina, fentanila, lindocaína, piperacilina, morfina, entre outros, que aguardam devolução. Outras 2.306 unidades de fármacos já foram devolvidas ao Estado pela organização social.

Tal ação do Governo do Estado, somada aos recursos repassados, proporcionou a abertura de 80 leitos de UTI Covid-19, habilitados e regularizados pela Central de Regulação Estadual a serviço da população, sendo 40 deles no Hospital Regional de Araranguá e outros 40 no Hospital Florianópolis.

Justamente com o intuito de não permitir que as ações de melhorias retroajam, os setores técnicos da SES avaliam todos os processos de gestão e contratos. O objetivo é proteger o interesse e a saúde de toda a população catarinense e dos profissionais que atuam nas unidades.

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