Forquilhinha: A “fuga” que preocupa os municípios

Prefeito de Forquilhinha detecta um aumento no tráfego local de caminhões, após o início da cobrança dos pedágios, e se preocupa com o desgaste das rodovias municipais e estaduais

Foto: Arquivo TN/ Lucas Colombo
- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Forquilhinha

- PUBLICIDADE -

Desde que iniciou a cobrança dos pedágios, nas quatro novas praças do Sul do Estado, na BR-101, os prefeitos da região têm notado um aumento no tráfego de caminhões – e também carros de passeio – nas rodovias municipais e estaduais. A preocupação maior é de José Cláudio Gonçalves (PSD), o Neguinho, prefeito de Forquilhinha.

Uma grande possibilidade no aumento do tráfego se deve às famosas “fugas”: rotas alternativas, por dentro das cidades, para evitar o pagamento do pedágio. Neguinho levantará uma discussão, com os demais prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), sobre o assunto. “Isso está preocupando bastante. Os caminhões e carros, que vêm do Sul para o Norte, para desviar o pedágio, andam por Sapiranga, Centro de Meleiro, Centro de Forquilhinha até Criciúma. No caminho inverso, se faz a mesma coisa: Criciúma, rodovia Gabriel Arns, Centro de Forquilhinha e seguem até Meleiro pela Antônio Valmor Canela. Isso vai dar um desgaste tremendo na pavimentação estadual e municipal”, relata o prefeito de Forquilhinha.

Entre Meleiro e Forquilhinha, um levantamento detectou um aumento de seis a sete vezes no tráfego, desde domingo. “Eu tenho percebido e medido e estou preocupado com isso. Então, estamos fazendo a medição até sexta-feira. Na semana que vem, vamos reunir os municípios e acionar o Governo do Estado e DNIT para que seja tomada uma providência ou, pelo menos, uma compensação pelo estrago das pavimentações”, pontua Neguinho. Em outras estradas e rodovias municipais também vem acontecendo o mesmo.

O estado das rodovias é o que “tira o sono” do prefeito. “Não dá para ter uma BR bonita, iluminada e pavimentada, mas com as estradas municipais e estaduais esburacadas e detonadas. Também não dá para mandar a conta para os municípios”, pontua.

Hoje, Neguinho se reunirá com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, para debater o tema. Um encontro maior acontecerá na semana que vem. “Vou reunir os prefeitos, na semana que vem, e vamos tomar providências. Essa preocupação é imediata, para curto prazo. Conversei apenas com o Clésio Salvaro, que está fora de Criciúma, mas chega amanhã (hoje). Eu tenho horário marcado com ele e vamos conversar sobre isso”, diz Neguinho.

Instalação de balanças pode ser a solução

O Secretário de Estado da Infraestrutura, Leodegar Tiscoski (PP), acredita que será necessário um levantamento de cada situação para resolver o problema. “Nós teremos que usar os mecanismos possíveis de fiscalização. Um deles é colocar balanças. Certamente, o que está acontecendo é o trânsito de veículos pesados. Teremos que agir desta forma para poder evitar este tipo de ‘fuga’ pelas rodovias municipais e estaduais”, comenta.

Um estudo de caso será feito para, então, surgirem as providências. “Temos que fazer um estudo de caso, em cada uma das praças, para poder fazer uma avaliação e saber das providências que poderemos tomar”, reforça.

Por se tratar de um assunto novo, Tiscoski envolverá também a Agência Nacional de Trânsito e Transporte (ANTT) responsável pela concessão da obra. “Não temos essa equação definida, por se tratar de um assunto novo. Teremos que envolver também a ANTT, que está fazendo a concessão. É uma ‘fuga’ que está acontecendo da rodovia federal e prejudicando as estaduais e municipais. Então, temos que envolver também o Governo Federal, pois, dentro do planejamento das praças de pedágios, esse fator deveria ter sido considerado”, pontua.

Ainda não há uma definição sobre repasse de verbas, que serviriam para manutenção das rodovias, para os municípios, mas o Secretário busca uma solução. “(O pedágio) Ao invés de trazer de soluções, acaba nos trazendo problemas. Esse assunto merece uma atenção especial e temos que envolver o Governo Federal”, finaliza.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.