Especial Morro da Fumaça: a diversificação das olarias

Empresas, que foram o carro-chefe da economia de Morro da Fumaça, se modernizam e vão além da produção de tijolos

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Tiago Monte/ Morro da Fumaça

A economia de Morro da Fumaça se originou através das olarias. Até hoje, essas empresas têm importância na cidade, porém, elas acabaram se modernizando e diversificando as produções. “Hoje, nós temos as cerâmicas que fazem diversos produtos como bloco estrutural, por exemplo, e telhas. Então, a telha branca vai, na maioria, para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, explica o presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica Vermelha de Morro da Fumaça (Sindicer), Cesar Galatto.

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Segundo dados do Observatório Fiesc, de 2019, Morro da Fumaça possui 46 cerâmicas, empregando diretamente aproximadamente 500 pessoas. “Isso fora os indiretos e o movimento da economia no município que essas empresas proporcionam. O Sindicer abrange seis municípios e tem a sede em Morro da Fumaça, em função da tradição com as olarias”, explica Galatto.

Como o setor é majoritariamente composto por fabricação de blocos de vedação e tijolos, o principal mercado consumidor é o Rio Grande do Sul, sendo várias as regiões de consumo no estado vizinho. Porém, existe venda, mesmo que pouca, para a região de Florianópolis. “No último trimestre do ano passado, nosso setor teve ótimos resultados. Desempenhamos bem. Nesse ano, estamos voltando para o período de retração”, comenta Galatto.

Retração em função da pandemia         

As empresas que comercializam telhas e refratários enviam os produtos para as mais variadas regiões do Brasil. Porém, os maiores clientes são os gaúchos e a pandemia da Covid-19 acabou atrapalhando o crescimento das empresas da região. “O Rio Grande do Sul parou em função da pandemia e os principais clientes vêm de lá. Mais de 50% do produto vai para o estado vizinho, então, se o Rio Grande para, complica a nossa situação. A fronteira de lá parou muito e tudo está complicado”, diz.

A saída está sendo direcionar os produtos para o Sul do Estado. “O produto que era vendido para lá está sendo direcionado para cá. Algumas cerâmicas vendem bem aqui na região. O pessoal aqui da região quer um produto maior, então, algumas empresas vendem bem para cá”, finaliza.

 

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