Escorpiões-amarelos são encontrados em nove bairros de Florianópolis

Registro mais recente foi na Praia Brava, onde foram encontrados 14 animais em uma caixa de esgoto

Foto: CCZ/Divulgação/ND
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Escorpiões-amarelos foram encontrados em pelo menos nove bairros de Florianópolis até esta sexta-feira (28). A Capital catarinense é considerada pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) uma das dez cidades de Santa Catarina infestadas pelo artrópode.

O caso mais recente ocorreu na noite desta quinta-feira (28). O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Florianópolis retirou 14 escorpiões-amarelos em uma caixa de esgoto na Praia Brava, no Norte da Ilha de Santa Catarina.

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Os casos são registrados por meio de denúncias dos moradores durante as buscas noturnas realizadas pelo CCZ, detalha a Vigilância Epidemiológica. Entretanto, não é possível definir exatamente o número de capturas por bairro.

“O número de relatos de encontro não expressam a realidade das ocorrências, pois uma pequena parcela da população entra em contato com o serviço de saúde”, detalhou a pasta. Duas espécies foram registradas em Florianópolis – Tityus serrulatus e Tityus trivitattus. 

Quando ocorre a proliferação, a CCZ realiza o controle da infestação, uma vez que é difícil a eliminação completa. Os artrópodes apresentam alta capacidade de adaptação aos ambientes urbanos e são animais prolíferos. A espécie reproduz-se por partenogênese – só existem fêmeas e todo indivíduo adulto pode se reproduzir sem necessidade de acasalamento.

Bairros com registros

  • Cachoeira do Bom Jesus (2 regiões)
  • Canasvieiras (2 regiões)
  • Córrego Grande
  • Ingleses (2 regiões)
  • Praia da Joaquina
  • Ponta das Canas
  • Praia Brava
  • Tapera
  • Vargem Grande

Riscos

As picadas são quase sempre acidentais e ocorrem quando os escorpiões são tocados ou se sentem ameaçados. O escorpião-amarelo pode medir até 7 centímetros de comprimento, e entre as espécies que vivem em Florianópolis, tem o veneno de maior gravidade.

A picada provoca dor discreta ou intensa, podendo também causar vômitos, náuseas, alterações da pressão sanguínea, agitação e falta de ar. Crianças e idosos estão mais vulneráveis. O CCZ orienta a adoção das seguintes medidas:

  • 1) Manter limpos quintais e jardins, não permitindo o acúmulo de folhas secas e lixo domiciliar. A desinsetização dos ambientes é medida essencial para que haja diminuição do acesso ao alimento, em especial eliminação das baratas, sendo que esse controle de insetos deve ocorrer periodicamente, com aplicações em intervalos de, no mínimo, seis meses.
  • 2) Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, adequando superfícies sem revestimento, eliminando frestas, vãos, rebaixo de calçadas, entre outros.
  • 3) Movimentar periodicamente depósitos de materiais de construção, entulho e lenha armazenados, evitando o seu acúmulo exagerado e/ou desnecessário. Todos os depósitos devem ser mantidos elevados do chão.
  • 4) Evitar queimadas em terrenos, pois desaloja os escorpiões fazendo com que eles procurem abrigo dentro das residências.
  • 5) Telar por dentro portas com veneziana em depósitos, leitores de medição de água e gás e similares, bem como vedá-las rente ao chão com rodos de borracha ou rolos de areia.
  • 6) Substituir pedras dos canteiros por vegetação. Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes e muros.
  • 7) Manter fossas e caixas de gordura e caixas de passagem bem vedadas para evitar a passagem de baratas e escorpiões.
  • 8) Vedar soleiras e portas com rolos de areia ou rodos de borracha. Vedar frestas em janelas.
  • 9) Manter pontos de energia, telefone e televisão a cabo devidamente vedados. Vedar conduítes nas caixas de passagem.
  • 10) Telar aberturas de ralos, pias e tanques, bem como aberturas de ventilação.
  • 11) observar e sacudir sapatos antes de calça-los, observar roupas, roupas de cama e toalhas antes da sua utilização. Manter camas e sofás afastados das paredes.
  • 12) Sempre que houver a retirada de depósitos de materiais de construção ou entulhos e limpeza de locais de pouco trânsito de pessoas, os trabalhadores devem ser orientados quanto ao uso de equipamento de proteção individual – luvas de raspa de couro ou de vaqueta e sapatos fechados.

Infestações e picadas

Em caso de picada, lavar a área somente com água e sabão e procurar auxílio médico imediato informando a espécie causadora do acidente, registrando foto ou levando o exemplar.

Em caso de infestações ou de encontro, a população deve ser orientada a entrar em contato o Centro de Controle de Zoonoses para identificação da espécie e para a tomada das medidas necessárias.

 Via ND+
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