Envenenamento de animais causa indignação em Morro da Fumaça

Em menos de uma semana, quatro casos foram registrados no município e notificados à Fundação do Meio Ambiente

Foto: Divulgação

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Morro da Fumaça

O envenenamento de animais tem causado indignação aos moradores de Morro da Fumaça. Nos últimos quatro dias, três cachorros foram encontrados mortos no Loteamento Bortolatto, além de um gato no bairro Barracão. A Fundação do Meio Ambiente, junto à ONG Vida de Cão, tem procurado orientar as pessoas sobre a ação criminosa, bem como incentivar que os casos sejam denunciados à Delegacia de Polícia.

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De acordo com a voluntária da ONG Vida de Cão, Maristela Coral, os três cachorros encontrados são do mesmo bairro. Dois deles eram de famílias da localidade e uma fêmea é ‘adotada’ pela comunidade. “Essa cachorrinha estava grávida. Na sexta-feira, a cachorra de um moço, que também estava cuidando dessa mãezinha, apareceu em casa com sinais de envenenamento. Ele me contatou e demos medicamentos a ela. Nesse meio tempo, ele encontrou o cãozinho da vizinha, que também morreu envenenado”, explica.

Os três animais, que não resistiram, foram supostamente envenenados no mesmo dia, 29 de novembro, uma vez que os sintomas começaram a aparecer no mesmo período em todos eles. “É um caso bem cruel, porque os cães eram de porte pequeno e o bairro inteirinho conhecia e gostava deles. Só não morreram outros cachorros porque não sobrou comida envenenada”, acrescenta Maristela. Vestígios dos potes de ração e imagens das câmeras de segurança foram encaminhados à Polícia a fim de achar o culpado.

“Nós, como ONG, sempre orientamos os tutores a irem à delegacia, porque temos que provar, com imagens. Mas, geralmente, o pessoal sempre desconfia de alguma pessoa, mas não tem como chegar a um nome se não houver provas”, acrescenta a voluntária da ONG. Outra preocupação é que com o relato dos animais mortos no Loteamento Bortolatto nas redes sociais, outros casos semelhantes foram compartilhados. “Vários casos começaram a surgir”, finaliza Maristela.

Casos trazem preocupação

Segundo a diretora da Fundação do Meio Ambiente de Morro da Fumaça (Fumaf), Silvia Roseng, a morte dos três cães e do gato foram em localidades diferentes, o que gera ainda mais alerta. “Isso começou a me preocupar muito, porque no Loteamento Bortolatto tinha câmeras de segurança e um morador novo que viram que deu comida aos animais. Agora, em outras comunidades, é preocupante. Vamos iniciar um trabalho de conscientização, ainda mais que dezembro é o mês contra o abandono de animais”, pontua.

Ainda conforme Silvia, é ideal que os tutores procurem a Fumaf para registrar o caso, mas, sobretudo, a delegacia, para descobrirem o autor dos crimes. “Eles podem nos procurar, porque vamos levantando números. Assim, podemos orientar, vendo se acontece em algum bairro específico e fazendo uma ação direcionada. Mas, de qualquer forma, sempre vamos à Polícia, porque temos que investigar o que acontece, através de imagens de câmaras e indícios”, frisa a diretora da Fumaf.

 

 

 

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