Dia dos Avós: a felicidade em auxiliar na criação de cada neto

Com os filhos morando fora, recaiu sobre Marina VefagoSerafin a responsabilidade de cuidar de três dos seus quatro netos na infância

Foto: Especial/TN

- PUBLICIDADE -

Marina Vefago Serafin ajudou de forma efetiva na criação de três dos seus quatro netos. Com todos eles já adultos, a criciumense de 81 anos tem motivos de sobra para comemorar o Dia dos Avós, celebrado nesta segunda-feira, dia 26 de julho, no Brasil.

O mais velho, William, foi quem mais recebeu os cuidados quando criança. Como seus pais trabalhavam fora, ele alternava os dias entre a casa dos progenitores e da avó. Aos 27 anos, será dele o primeiro bisneto de Marina, que deve chegar ao mundo no mês de novembro.

- PUBLICIDADE -

Todos os três filhos da professora aposentada emigraram para os Estados Unidos na vida adulta. Lá nasceu Gabriella, hoje com 23 anos, que voltou ao Brasil para morar com a avó após ela ficar viúva. “Quando o meu marido faleceu aqui, o pai da Gabi não queria me deixar sozinha, e aí ele mandou ela vir morar comigo quando tinha 10 anos. A princípio ficou apenas nós duas. Depois de alguns anos o meu filho retornou ao Brasil e passou a morar com a gente também, até hoje”, recorda.

Luiz Rafael também tem 23 anos e foi mais um neto que aproveitou o convívio próximo da avó na infância. Porém, em menor tempo em relação aos dois anteriores. Ele se mudou para os Estados Unidos ainda pequeno e lá segue morando junto com seu irmão mais velho, William.

Marina conta que nos momentos em que exerceu o papel de mãe, sempre fez questão de passar os ensinamentos da mesma maneira que os pais das crianças passariam. “Eu sempre digo que os pais educam e os avós deseducam, mas comigo foi diferente, porque nessas ocasiões, eu me senti a mãe deles. Lógico que a gente ria, brincava, mas na hora que era exigido coisa séria e que eu via que eles estavam errados, eu também chamava a atenção”, aponta.

A aposentada, por muitas vezes, foi a principal referência dentro de casa para com os netos. Porém, ela garante que não ‘tomou’ o lugar dos pais em nenhum momento. “Eu acho que a gente não deve passar por cima dar ordens e daquilo que os pais deles querem, temos que seguir a linha que os pais exigem, para não haver conflitos”, destaca.

Uma alegria diferente a cada chegada

Mais recentemente nasceu Isabella, também nos Estados Unidos, que atualmente mora com a mãe em Florianópolis. A neta mais nova foi a que menos partilhou do mesmo teto com Marina, mas o amor é o mesmo. “É muito bom ser avó, uma alegria diferente a cada neto que chega no mundo. A minha experiência foi e tem sido muito gratificante. Eu agradeço a Deus pelos quatro netos que tenho”, externa.

Com os netos espalhados pelo mundo, a solução é matar a saudade por meio dos aparatos tecnológicos. “Nós conversamos quase todos os dias por telefone e chamadas de vídeo, à distância. Não tem outro jeito, bate a saudade. Estamos nos planejando para, quem sabe no final do ano, nos reunirmos todos novamente. Se Deus quiser essa pandemia vai diminuir até lá”, projeta.

A avó não vê diferenças na criação de um para os outros. Apesar de dois serem brasileiros e duas norte-americanas de nascença, a essência foi mantida pela família. “Eu acho que vai da educação dos pais, isso vem de dentro. Não importa se as crianças são daqui ou de fora, a linha que os filhos seguem é a linha dos pais. Todos eles se tornaram grandes seres humanos, os quatro são muito bem educados, respeitosos, cada um com seu jeito”, afirma.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.