Dia do Hospital: instituições de saúde se tornaram ainda mais essenciais

No Hospital São José de Criciúma, milhares de profissionais se dedicam diariamente a manter a saúde e bem-estar da população

Foto: Divulgação
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O trabalho dentro de uma instituição hospitalar cada dia ganha mais evidência, especialmente após o início da pandemia da Covid-19. São milhares de profissionais que se dedicam diariamente para manter os hospitais em funcionamento, garantir saúde com equipamentos de alta tecnologia oferecidos à comunidade, sem esquecer a humanização sempre presente em todos os momentos do dia. Neste dia 2 de julho, data em que se celebra do Dia do Hospital, há muito o que ser celebrado por estas entidades que se tornaram cada vez mais essenciais à população.

No Hospital São José de Criciúma, por exemplo, para que o serviço seja entregue com excelência à comunidade, milhares de mãos precisam se unir para trabalhar em prol do próximo. Uma dessas pessoas dedicadas é a auxiliar de cozinha do HSJosé, Andreia Martinelli, aos 44 anos ela trabalha há pouco mais de um mês na instituição e viu na oportunidade a chance de realizar um sonho. “Comecei a trabalhar no hospital em 24 de maio de 2021, trabalhava anteriormente como operadora de caixa em um supermercado e ajudava também na cozinha, quando precisava. A área da saúde me chama bastante atenção. Estou trabalhando na nutrição, mas tenho um grande sonho de ser técnica de enfermagem, de estudar no HSJosé, de evoluir, crescer aqui dentro da instituição na área da saúde. Me identifiquei muito com os colegas de trabalho, com a entidade, com as Irmãs. Eu gosto do ambiente hospitalar e da área da saúde. Me sinto importante e tenho muito orgulho de dizer que trabalho em um hospital e a minha família também tem muito orgulho disso. Meus pais, por exemplo, me acham corajosa. O HSJosé é um lugar maravilhoso, um local que eu escolhi para trabalhar, batalhei muito para chegar aqui e creio que Deus me abriu essa porta”, relata Andréia.

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Para ela, trabalhar em um hospital é uma missão de fé e um compromisso de amor. “É preciso gostar do que se faz. Tem que ter a sensibilidade pelo outro, entender a fragilidade do outro e se colocar no lugar do próximo. Não é só um trabalho, mas sim uma missão. É assim que eu resumo o trabalho em um hospital. Estou muito feliz por estar aqui. Enquanto Deus permitir eu estarei ali, colocando as minhas mãos na nutrição, ajudando as meninas a fazer o melhor alimento para todos os pacientes, médicos, colaboradores e colegas”, reforça.

A mesma opinião é compartilhada pela sua colega de trabalho, Luana de Castro Araújo Caraça, de 32 anos. Trabalhando exatamente há um ano no HSJosé, também como auxiliar de cozinha, ela já começou a realizar o sonho de se tornar técnica de enfermagem e se manter no hospital. “Eu trabalhava em um restaurante Japonês em São Paulo. Hoje sinto que meu lugar é aqui. Quando vim de São Paulo, cheguei com objetivo de trabalhar no hospital, fui atrás, fiz entrevista e consegui passar na seleção. Hoje faço Técnico de Enfermagem aqui no Hospital São José. Escolhi essa profissão por que quero ajudar as pessoas, e desejo que eu consiga fazer a diferença na vida deles, levar conforto, carinho. Me sinto importante de trabalhar em um hospital, de neste momento de pandemia poder ajudar prestando serviço no setor onde eu e toda nossa equipe trabalha que é na cozinha do hospital. Saber que tudo que ajudamos preparar no setor é com carinho e muito amor, aquele café quentinho, a comida bem feita, tudo ajuda, leva conforto a todas as pessoas”, aponta Luana.

Instituições cada vez mais necessárias

Os hospitais hoje se tornaram ainda mais necessários do que já eram anteriormente devido a pandemia. De acordo com a diretora do HSJosé, Irmã Isolene Lofi, a pandemia veio mostrar a toda sociedade e em especial aos poderes públicos, a importância da atenção à saúde. “Os hospitais, mais do que nunca, foram tão importantes para salvar vidas. Mas não só a estrutura, eles precisam estar equipados com insumos, medicamentos e profissionais comprometidos para atender as necessidades que cada situação exige e requer. A pandemia mostrou o que se dá na ausência de hospitais de qualidade e excelência em cumprir sua missão. As comunidades que possuem uma Instituição de saúde, a meu ver, tem o dever de cuidar e ajudar para que se mantenha os serviços”, explica Irmã Isolene.

Segundo a diretora, fazer parte de uma Instituição hospitalar é uma graça, porém carregada de desafios, especialmente em tempos de pandemia. “Está sendo uma experiência única. Cuidar para que não falte o necessário, acompanhar o desgaste das equipes, a angustia das famílias, a insegurança da falta de insumos e medicamentos, só sabe quem vive o dia a dia e os apelos que acontecem entre as quatro paredes de um hospital, onde acontece a dor, a vitória, o gemido, o choro. Em tempos tão desgastantes, a responsabilidade de animar e encorajar só pode ser feita pela fé e na certeza de que Deus se faz presente nesta história. E os hospitais e, em especial os hospitais filantrópicos, fizeram a diferença e mostraram sua força e potencial para toda sociedade.

A mesma ideia é compartilhada pela diretora financeira do HSJosé, Irmã Terezinha Buss. “Os hospitais sempre cumpriram uma missão muito importante no contexto da saúde. Quem já não precisou de um hospital? Basta olhar para nossas famílias, amigos e conhecidos. Alegrias foram e são vivenciadas; dor e sofrimento superados; dor e sofrimento pela entrega do ente querido para a eternidade em Deus. Neste contexto refiro-me também a pandemia da Covid-19 que trouxe um novo tempo para a saúde, também de medo e insegurança. Mas era necessário adaptar-se à nova realidade, com planejamento, implantação de novos leitos de UTI, adaptação do pronto socorro, criação do Comitê de Enfrentamento da Covid-19, preocupação com escassez de medicamentos, etc. Mas a dor e a angustia dos desafios de uma doença tão desconhecida e cruel foram minimizadas pela dedicação de seus profissionais, pela infraestrutura e tecnologia. Olhando para trás, uma gratidão profunda brota do coração ao ver os profissionais da saúde, incluindo cada colaborador e cada médico que destemidamente enfrentaram e enfrentam essa batalha. Na contribuição e na doação destes profissionais, onde incluo cada Irmã, cada voluntário, apoio e doações de pessoas físicas, jurídicas, verbas parlamentares, apoio do Município, do Estado e do Governo Federal, sinto a valorização e a importância do hospital, ressalto a importância de se celebrar o dia do Hospital”, enaltece Irmã Terezinha.

A diretora financeira faz parte da vida do Hospital São José desde fevereiro de 1977.  “Por sete anos atuei em outra missão. Uma experiência importante para sentir o quanto é importante trabalhar em um hospital. Posso afirmar que sinto como minha casa. Cada doente, cada profissional da saúde toca minha vida. Unindo-me a missão destes profissionais, sinto minha missão atingindo a vida de cada doente, que muitas vezes fraco, indefeso, necessita muito do profissional da saúde. Portanto, atuando na área administrativa, com olhar na vida financeira do hospital e outros serviços administrativos, sinto-me muito comprometida por a Instituição, por cada doente, por cada profissional da saúde que fazem parte do HSJosé e são nossa extensão, no cumprimento direto junto a cada doente que procura o HSJosé, na esperança de uma vida melhor. Neste dia do Hospital, só resta agradecer a Deus que conduz a história, agradecer a cada profissional da saúde, e a todos que nos apoiam e nos ajudam a melhor cumprirmos nossa missão”, aponta Irmã Terezinha.

Profissionais comprometidos com o próximo

Atualmente o Hospital São José conta com 1725 funcionários, e em torno de 280 médicos e 52 médicos residentes, que fazem especialização em determinada área. Durante a pandemia houve um aumento na contratação de pessoal e todos que atuam na instituição não mediram esforços neste tempo, para salvar o maior número de vidas.

“Também neste tempo, muitas pessoas, empresas e Instituições, se fizeram presentes através de uma palavra de apoio, de doações que fizeram e fazem a diferença na vida daqueles que são os beneficiados do recurso e nos possibilitam melhorias, em todos os sentidos, especialmente neste último ano na aquisição de medicamentos que se tornaram muito caros, e escassos para aquisição, bem como os EPIs. Mas não deixamos que faltasse algo, para os colaboradores e médicos, bem como a todos os pacientes. E para que se tenha serviços e pessoas realizadas pela escolha de cuidar de gente, é muito importante a participação e empenho da sociedade, para manter o Hospital e em especial o São José, que não mede esforços para fazer o melhor para toda região. E termino com a frase de nossa fundadora, Madre Teresa de Jesus Gerhardinger: ‘Todas as obras de Deus se realizam devagar e no sofrimento, mas suas raízes ao mesmo tempo se tornam mais vigorosas e suas flores mais belas’, finaliza Irmã Isolene Lofi.

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