Dia da Mulher: o protagonismo feminino que rompe paradigmas

A luta incansável pela igualdade de gênero perdura por décadas, mas, a cada dia, elas ocupam um número maior em cargos que levam ao crescimento

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Criciúma

Desde o nascimento elas já nascem rodeadas pelas imposições da sociedade e, embora os tempos sejam outros, ser mulher continua sendo um grande desafio todos os dias. Seja no trabalho, exercendo afazeres de casa ou em qualquer outra atividade, com dedicação e superando inúmeros obstáculos, elas ocupam cargos de liderança e alcançam espaços que levam ao crescimento, pessoal e profissional. É com base na luta histórica e incansável por direitos, igualdade de gênero e maior representatividade, que 8 de março tornou-se um grande marco internacional em homenagem ao protagonismo feminino.

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Daiane Araújo Vicente, aos 36 anos, é um exemplo de protagonismo feminino na região. A mulher se dedica a duas funções: caixa e frentista de um posto de combustíveis em Criciúma. Em um trabalho predominantemente masculino, os desafios são inúmeros, mas romper às limitações da sociedade tornou-se um ideal. “Confesso que foi bem desafiador. A função de caixa eu já exerci em outros lugares e é fácil, os homens aceitam, mas como eu comecei mais para essa área de pista, ajudar os frentistas, porque eu quis aprender para oferecer um atendimento mais rápido e, até mesmo, não ver meus colegas trabalhando e eu ficar parada, confesso que teve bastante rejeição de alguns clientes, eles preferiam esperar outro colega”, conta.

Apoio é fundamental para impulsionar o trabalho

A desigualdade de gênero permanece enraizada há muitas décadas e, combater o preconceito ligado ao sexo feminino, é uma luta diária. No trabalho, as dificuldades são acentuadas. “A gente fica triste, às vezes não quer fazer mais, mas sempre tive o apoio dos meus colegas. Eu sou a única mulher, então eu digo que eles são meus meninos e eles sempre me deram muito apoio, me ensinaram e eu não sou de desistir, porque com essa evolução toda, os homens têm que aprender. Se tem homem cozinheiro, porque não pode ter uma mulher que abasteça o carro deles? Então é não desistir e perseverar, porque se é seu objetivo não importa o que os outros pensam”, acrescenta Daiane.

Preconceito no dia a dia é vencido com apoio

Com o apoio dos colegas, e apesar dos desafios, a profissional quer continuar se dedicando às funções que exerce. “Tem esse certo preconceito, mas estou me adaptando bem. Tem alguns clientes que ajudam a abrir o capô e aceitam a ajuda de uma mulher”, comenta. “Eu estou me sentindo bem realizada, porque eu gosto de novos desafios, essa função de trabalhar no posto é nova, mas eu aceitei e estou encarando, quero aprender muito mais, exercer corretamente e não sofrer tanto preconceito”, completa Daiane.

Afeto feminino

Para a frentista, ser mulher é muito mais do que ter o dom de pôr uma vida no mundo. “É batalhar no dia a dia para conseguir as nossas conquistas, nossos objetivos, fazer as pessoas que estão ao nosso redor felizes, porque no mundo de hoje, estamos igualadas ao sexo masculino, o que nos difere é o nosso afeto e amor pelo próximo, de mãe, de mulher, de amiga, de filha, isso tem um diferencial muito grande”, finaliza.

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