Criciúma quer transformar Hospital do Rio Maina em extensão do São José

A intenção do secretário de Sáude, Acélio Casagrande, é desafogar a sobrecarga do único hospital que atende pelo SUS na cidade

Foto: Arquivo/TN
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A Secretaria de Saúde de Criciúma está em busca de fazer do Hospital do Rio Maina um braço do Hospital São José, a fim receber os pacientes que necessitam de tratamento clínico. A ideia surgiu para desafogar a sobrecarga de atendimentos do único hospital de Criciúma que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O espaço, anteriormente utilizado como Centro de Retaguarda durante a pandemia da Covid-19, com dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por enquanto segue funcionando apenas como Centro de Reabilitação Pós-Covid.

“Estamos fazendo uma articulação para ser transformado em um hospital de clínica, para, ao mesmo tempo, dar continuidade na reabilitação pulmonar. Temos tido conversas com a direção do Hospital São José, com a própria universidade, mas ainda não há nada fechado. O hospital é de responsabilidade estadual, então tem toda uma complexidade de contratualização e credenciamento” detalha o secretário Acélio Casagrande.

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O objetivo do poder público municipal é apresentar uma alternativa à saúde da região. Transferindo os pacientes clínicos do Hospital São José para o Rio Maina, abririam-se dezenas de novas vagas para cirurgias eletivas na unidade hospitalar da área central de Criciúma. “O São José tem uma demanda altíssima, acaba ficando com pacientes de longa permanência e aí não acontece o giro como deve ser. Hoje ele opera 600 consultas eletivas pelo SUS, com 12 salas cirúrgicas. Poderemos no mínimo dobrar essa capacidade de cirurgias”, enumera Casagrande.

O secretário não estipulou um prazo para conseguir efetuar a tramitação. Ele pretende intensificar os diálogos com os órgãos competentes até chegar ao encaminhamento. “Estamos fazendo toda essa articulação junto à Secretaria de Estado da Saúde, e junto aos possíveis prestadores”, externa.

Melhore em Casa

Casagrande aproveitou para divulgar o novo programa da Secretaria Municipal de Saúde, o Melhore em Casa, que também irá fazer parte da estrutura localizada no distrito de Rio Maina. “O Melhore em Casa compreenderá uma equipe que prestará assistência a domicílio para pacientes acamados e pessoas que precisam dessa ajuda”, antecipa. A nova unidade hospitalar já tem até um nome definido: será batizado de Hospital Santo Agostinho. “O nosso foco é deixar para a sociedade um legado de mais um hospital para Criciúma e região”, ressalta Casagrande.

Por outro lado, o Centro de Reabilitação Pós-Covid, que conta com estrutura de academia e outros equipamentos para exercícios físicos e respiratórios, seguirá em funcionamento. Além disso, no local, há uma equipe de médicos, fisioterapeutas, profissionais de educação física, enfermeiras, psicólogas e nutricionistas. “O Centro de Reabilitação continuará funcionando normalmente, no mesmo local. As internações por coronavírus foram desativadas por falta de demanda, no momento, mas a estrutura continua mantida”, reforça o secretário. Caso o Governo do Estado assuma a administração do Hospital Santo Agostinho, o local não terá relação com o antigo objetivo da Casa de Saúde do Rio Maina, que atendia apenas pacientes da área psiquiátrica.

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