Criciúma: Perdas menores que o esperado

Temperaturas negativas e geadas da última semana não foram tão impactantes para a agricultura do Litoral Sul de Santa Catarina


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Tiago Monte

Criciúma

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As baixas temperaturas registradas no Sul de Santa Catarina, na última semana, resultaram em geada na região. Diversos municípios tiveram a ocorrência do fenômeno e os termômetros chegaram a marcar um grau negativo na região de Criciúma. Em uma avaliação preliminar, os prejuízos na agricultura foram menores que o esperado. “Os relatórios estão ficando prontos e tomara que não tenhamos perdas maiores. Estamos realizando levantamento e já temos algumas informações de que não foi tão agressivo. As perdas serão menores do que foi imaginado e do que foi falado na semana passada”, explica o engenheiro agrônomo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), integrante da Gerência Regional de Criciúma, Diego Adílio da Silva.

Conforme o engenheiro, algumas culturas sofrem bastante com o fenômeno. “Bananicultura. A pitaya também sofre com a geada, assim como as pastagens. Essas são as três principais culturas que sofrem bastante”, comenta.

A orientação prévia aos cultivadores também auxiliou no processo de menores perdas no campo. “A gente orientou bem o pessoal antes de acontecer o fenômeno. Assim, os riscos foram minimizados. Tivemos alguns comunicados, de produtores que somos mais próximos, de queima, mas nada muito agressivo. Por exemplo, o maracujá não está na terra, então, não tem problema. O que pode ter ocorrido é alguma perda em viveiro, mas é muito pouco”, detalha Diego.

A partir de um relatório mais detalhado, que deve sair em até 15 dias, é que se saberá as consequências maiores – caso aconteçam – no bolso dos consumidores. “A extensão das perdas é que vai resultar no aumento ou não no valor dos alimentos no bolso do consumidor”, pontua.

Detalhes maiores a partir da próxima chuva

Nos bananais, os efeitos maiores podem aparecer a partir da próxima chuva. Porém, já se sabe que foi um fenômeno menos grave que no ano 2000 – quando aconteceram mínimas históricas na região. “A gente sabe que a banana precisa da primeira chuva para aparecer mais os efeitos. Não foi a queimação que deu no ano 2000. Lá, quando deu a geada, no dia seguinte amanheceu tudo torrado, marrom. Essa de agora, como foi de um grau negativo, causou danos parciais. Então, algumas folhas queimaram, mas o tipo de geada não foi tão forte e destrutiva. Ela foi parcialmente destrutiva. Assim, os danos aparecerão mais quando vier a primeira chuva”, ressalta o meteorologista e pesquisador da Epagri, Márcio Sônego.

A produção será menor, pois algumas folhas foram queimadas.“Assim, enchem menos o cacho. Porém, não foi igual ao ano 2000. Lá atrás, morreram as plantas todas e os cachos também”, detalha Sônego. Ele está acompanhando um produtor de Santa Rosa do Sul, mas os prejuízos foram menores que o esperado. “Ele iria acionar o sistema de serragem para fazer fumaça, e me disse que não houve prejuízos maiores, onde ele tem bananal”, explica Sônego.

Não houve, até agora, grandes perdas relatadas na região. “Foi menor que o esperado. Saímos em vantagem muito grande, não foi aquela coisa toda. Isso aqui para o Litoral Sul Catarinense”, reforça.

Sônego faz o paralelo entre o ano 2000 e os fenômenos de agora. “No ano 2000, tivemos 14 geadas e a temperatura chegou a 2,5 graus negativos. Nesse ano, foram cinco geadas e deu um grau negativo apenas. Então, foi menos frio e os danos bem menores”, explica.

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