Cratera aberta na Santos Dumont assusta moradores

Obras do binário juntamente com a chuva que atingiu o município, culminaram com o incidente

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN
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Criciúma

Um susto. Esse foi o sentimento dos moradores que viram uma cratera ser aberta na última quarta-feira, na Avenida Santos Dumont, em Criciúma. Devido às obras do binário e com o registro de chuvas, a área, que já causa incômodo em alguns pontos, chamou novamente a atenção. Um dia após o incidente, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) deu continuidade aos serviços na vala, que foram paralisados devido ao feriado. Embora houvesse suspeita, nenhuma pessoa se feriu.

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De acordo com o chefe da Agência da Casan de Criciúma, Jaison Araújo Speck, a obra é referente ao sistema de esgotamento sanitário e, depois da ocorrência e das exigências do Corpo de Bombeiros, como o esvaziamento da vala, as frentes de trabalho continuaram com as atividades, além disso, também foi executado uma travessia de uma adutora para abastecimento do bairro. “A empresa contratada – Itajuí, fez a abertura de vala, incluso com sinalização, justamente para evitar acidentes, porém, devido a chuva, a vala ficou com água”, explica.

O morador e comerciante da Avenida Santos Dumont há mais de três décadas, Antônio Fernando Limas, o Toninho, estava presente em frente à área quando a cratera abriu. “Era umas 19h, choveu o dia todo, eu já esperava que isso acontecesse, porque na terça-feira eles cavaram e não trabalharam no feriado, como tinha muita água, foi infiltrando por baixo e, depois de um tempo, caiu tudo e a água abriu a cratera, a menina do mercado, com o barulhão, foi lá ver na hora”, explica.

Toninho explica que nesse momento, um homem estava no seu comércio, em frente ao local da cratera, e disse ter visto uma pessoa cair dentro do buraco. “Eu falei para ele “estás louco rapaz? Eu vi a hora que desabou e não caiu ninguém”, mas ele estava bêbado e começou uma gritaria, chamou a atenção de todo mundo dizendo que tinha um cara com o braço para fora do buraco, e eu falei de novo “saí daí, não tem ninguém”. Daí chamaram o Corpo de Bombeiros, conversaram com as pessoas e eu expliquei que não havia ninguém, falei que 99,5% não tinha a possibilidade de alguém ter caído ali, o outro 0,5% foi uma piscada que eu dei”, acrescenta.

Local estava sinalizado

O local estava cercado por uma tela plástica de aproximadamente oitenta centímetros de altura, com sinalizações e sem marcas de violação, pneus e passos no entorno. De acordo com a guarnição, a buraco estava cheio de água, com sinais de desmoronamentos e aumentando o volume constantemente. A Casan foi acionada e realizou o fechamento da adutora que irriga a região, com o intuito de diminuir o volume da água. Com a confirmação de que não havia vítima, a área foi isolada e ficou aos cuidados das empresas que estão efetuando a obra.

 

 

 

 

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