Covid 19: número de casos aumenta alerta

Em uma semana, apenas três municípios da Amrec não registram mortes em decorrência da doença. Frio pode ocasionar nova onda de infecções

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Tiago Monte

Criciúma

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Há algumas semanas, o Secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, e o próprio governador, Carlos Moisés, alertam para a possível chegada de uma terceira onda de infecções por Covid-19 em Santa Catarina. A atenção está cada vez maior, principalmente com o aumento constante no número de casos e óbitos nas cidades integrantes da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).

Entre os dias 17 e 24 de maio, foram 29 mortes por Covid-19 nos 12 municípios da região. Apenas Lauro Müller, Siderópolis e Urussanga não registraram óbitos nesse período. Apenas em Criciúma, foram 17 mortes. Içara teve outros três óbitos. Cocal do Sul e Nova Veneza tiveram dois mortos, enquanto uma pessoa morreu e cada uma das seguintes cidades: Balneário Rincão, Forquilhinha, Morro da Fumaça, Orleans e Treviso.

O número de casos ativos também está em crescimento.  Apenas Balneário Rincão, Içara, Lauro Müller e Siderópolis tiveram diminuição no número de casos. Treviso se manteve igual. Os demais oito municípios tiveram alta nos casos. Sendo Criciúma com quase 200 pessoas infectadas a mais, em relação à segunda-feira anterior.

Para tentar conter o avanço da doença, o governo não prevê mais restrições e aposta na fiscalização das atuais medidas sanitárias. “Pretendemos atuar com a eficácia da fiscalização. Nosso trabalho foi construído com regramento para todas as atividades. Não há vontade de retornar qualquer padrão anterior e sim fiscalizar as regras postas”, afirmou Moisés.

O Secretário de Saúde falou que está sendo avaliado se será necessário ampliar a rede de saúde caso haja, o que ele chamou, de “terceira onda” da Covid-19.”Na possibilidade bem forte de uma terceira onda, precisamos entender se a rede posta é suficiente ou não”, disse Ribeiro.

Mais quatro óbitos em Criciúma

A Vigilância Epidemiológica de Criciúma confirmou, na tarde de ontem, mais quatro mortes ocasionadas pelo novo coronavírus. Todas são pessoas residentes no município. As vítimas são quatro homens. Dois deles morreram na segunda-feira, dia 24, vítimas de 64 e 79 anos, e outros dois na terça-feira, sendo os pacientes de 41 e 61 anos.

Aumento também em Araranguá

Ainda na segunda-feira, dia 24, a Prefeitura de Araranguá confirmou mais sete mortes e todas de pessoas residentes do município e que foram ocasionadas pela Covid-19. Os óbitos foram registrados entre a última sexta-feira, dia 21, e a segunda-feira.

De acordo com o boletim, as mortes foram de seis homens, de 51, 56, 57 (2), 62 e 65 anos, e uma mulher, de 77 anos. O município agora soma 212 óbitos desde o início da pandemia. Em Araranguá já foram confirmados 9.193 casos da doença e 8.832 são considerados recuperados.

Queda da temperatura agrava o quadro

O frio impulsiona o aumento das infecções. Isso porque as pessoas ficam mais em ambientes fechados, as células de defesa circulam mais lentamente e o vírus tem mais facilidade em aderir ao corpo. As janelas ficam mais fechadas para manter o calor, e o ar não é renovado. É necessário ter preocupação redobrada com o arejamento dos ambientes.

As outras duas mudanças ocorrem no organismo das pessoas: no frio, ocorre o fenômeno da “vasoconstrição” – quando os vasos sanguíneos se contraem, para evitar a perda de calor. O sangue desacelera, dificultando que células de defesa cheguem rapidamente e combatam os vírus. Uma das formas de contornar é mantendo nosso corpo aquecido.

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