Costureira de Criciúma produz vestimentas religiosas para outros estados

Aos 74 anos, Claudete Cechinel dedica sua rotina à confecção de peças para igrejas e padres

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN
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Criciúma

Amor e fé. Esses são os pilares que sustentam a vida de Claudete Cechinel, moradora de Criciúma. Aos 74 anos, a aposentada dedica sua rotina à confecção de paramentos litúrgicos, que vão desde fitinhas do apostolado a vestimentas utilizadas por párocos e leigos durante as celebrações. A costureira atua há mais de duas décadas no ramo e já é conhecida pelos membros da comunidade religiosa de toda a região.

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“Desde jovem eu trabalhava com os padres, o meu conhecimento foi bom para atuar nesse ramo. Eu sempre estive inserida nesse contexto, uni o útil ao agradável, comecei de brincadeirinha”, explica a costureira. “Para mim é um hobby, porque graças a Deus, hoje eu sou aposentada, tenho tudo que eu preciso. Então eu passo o meu tempo trabalhando e não sinto. Quando vejo é o fim do dia”, acrescenta Claudete.

A rotina, segundo a costureira, começa cedo, entre 4h30 e 5h. Após realizar os afazeres pessoais, ela já parte para o trabalho e lá se dedica boa parte do dia. “Às vezes eu tenho que ficar uma manhã negociando preço, compra, venda, tudo eu faço”, enfatiza. Claudete tem o apoio de outras duas mulheres, que trabalham na confecção. “Eu corto, marco o bordado, organizo tudo, elas vêm e fecham para mim. São muitos parceiras”, ressalta.

Para a confecção das peças é necessário experiência, já que há simbolismo por trás de todos os objetos. Os produtos que são criados por Claudete vão desde os mais simples, utilizados durante as celebrações, às vestimentas dos párocos. “Eu faço tudo que for necessário para uma igreja. Os padres usam as túnicas básicas, as brancas, as estolas, as casulas. Elas têm um simbolismo muito grande e eu acho que tudo que é pra Deus tem que ser feito com amor”, frisa a costureira.

Além de comercializar as peças para a maioria dos padres da região, Claudete também envia para alguns municípios de Santa Catarina e para outros estados do país. “Tem lojas grandes que encomendam, de Minas gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo. Eles me ligam, passam WhatsApp e e-mail. Tenho alguns clientes fixos, por exemplo, de outros estados, que são fiéis. Chega determinada época do ano, eu já sei que eles vão ligar para encomendar”, comenta.

A costureira comenta que já recebeu encomendas para produzir peças de vestuário para nomes conhecidos da comunidade religiosa. “Já foi para o padre Antônio Maria, Fábio de Melo, Alessandro. Eu me sinto tão gratificada e feliz, porque as pessoas que me visitam, que vêm aqui, tem carinho e fé, é uma troca e a gente se sente muito bem. E eu coloco muito amor, os padres dizem que veem muito amor nas peças que eu faço. Tenho muito carinho pelas coisas, até no próprio atendimento com eles e com os clientes”, comenta Claudete.

Segredo para o sucesso

O segredo de tudo? Segundo ela, são dois. “É a fé, tudo vem da fé. Qualquer problema eu entrego nas mãos de Deus, eu confio muito, sou apegada a Deus, isso me dá uma força extraordinária, e eu me mantenho sempre trabalhando e com alegria”, enfatiza Claudete. “Tudo que é feito com amor, seja lá o que for, sai bonito. As pessoas vão gostando e cativa, porque tem amor. Essa é a base do meu trabalho: amor e fé. Eu acho que é muito triste quem não tem fé, não tem um norte”, finaliza.

 

 

 

 

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