Com embargo, obras do anel viário de Turvo seguem sem data para acabar

Trabalhos seguem realizados, mas parte mais importante depende de liberação do Governo do Estado

Foto: Especial/TN
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A maior obra de qualificação viária da história de Turvo já poderia estar pronta. Mas segue sem data para acabar. Planejado para desafogar o trânsito na região central do município localizado no Extremo Sul, o anel viário teve a ordem de serviço assinada há quase um ano. E mesmo com os trabalhos em andamento, a parte mais importante foi em embargada pelo Governo do Estado.

Com investimentos de cerca de R$ 5 milhões, viabilizados através do Programa Avançar Cidades, do Ministério do Desenvolvimento Regional, as obras são realizadas pelas empresas JR Construções e Setep. O projeto contempla a abertura e pavimentação asfáltica de novas vias com 2,5 quilômetros de extensão, ligando nas ruas Jorge Lacerda e Usilio Tonetto. Além disso, é realizada a extensão da Avenida Municipal e a construção de uma rótula no bairro São Cristóvão e também a construção de uma ponte de concreto e uma rótula no bairro Cidade Alta.

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O grande problema é a ligação com a SC-285. “É o trecho que pertence ao Estado. Realizamos o prolongamento da avenida, com rotatória que faz intersecção na SC-285. E o Estado não autorizou isso. Na verdade, não foi pedida uma autorização ao Estado na época de projeto. Foi iniciada a obra. O Estado veio e fez o embargo formal em agosto do ano passado”, explica o engenheiro Eduardo Manenti.

“A prefeitura mandou os projetos para o Estado. Eles devolveram com algumas pendências que deveriam ser registradas ou justificadas. E a prefeitura não respondeu mais durante o ano passado. Desde setembro ou outubro voltaram essas pendências e não foi dada essa resposta para o Estado”, completa.

Celeridade na busca pela continuidade 

Com o início de uma nova gestão na prefeitura, a expectativa era continuar os trabalhos, mas a situação não mudou. “A gente começou esse ano, e não sabia das pendências que tinha. Começamos a solicitar para voltar a obra e dar andamento. Inclusive a empresa começou a mexer, a trabalhar,  e o Estado veio e notificou novamente. Nós não estávamos cientes. Noticiaram em janeiro mesmo. E combinamos que o prolongamento da avenida, que é um trecho consolidado, a gente daria andamento, mas a rotatória nós iríamos aguardar a definição de projeto junto ao Estado. Fizemos uma reunião online junto com o coordenador de Criciúma. Com os secretários de Florianópolis . Com a parte de engenharia e análise do Estado. Definimos como seriam feitas as adequações e justificativas. Fizemos um parecer e mandamos para o Estado. e desde então estamos nas tratativas para tentar fazer essa liberação, mas não conseguimos fazer essa liberação”, afirma Manenti.

As obras que não têm interferência direta na rodovia, como o prolongamento da avenida e as duas ruas que dão acesso à rotatória perto do seminário, continuam. E caso o Estado autorize o restante, a conclusão deve ser rápida. “Se o Estado liberar hoje, dentro de quatro meses, a obra total estará pronta. O prolongamento da avenida com o anel viário atrás do seminário”, revela o engenheiro. “Não é tão complexo. Quanto antes a gente resolver, facilita, porque essa obra é um financiamento junto à Caixa Econômica. Toda a situação acaba complicando a parte de contrato junto à Caixa econômica e enfim, a gente está tentando ao máximo celeridade para resolver essa situação”, completa.

Manifestação do Estado 

O Governo do Estado se manifestou através de nota, onde confirmou os motivos para o embargo. “A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) informa que obra encontra-se embargada porque o município não havia aprovado devidamente o projeto com o Executivo Estadual antes de executar os serviços. Após ser notificada, a prefeitura apresentou a documentação, que está em análise”.

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