Com dificuldades, haitianos de Criciúma criam associação para ajudas

Estimativa é de que existam 13.500 deles na região, com boa parte passando por necessidades básicas e sem empregos

Foto: Guilherme Colombo/TN
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O que leva alguém a emigrar? Buscas por melhores condições de vida, emprego, saúde, segurança. Uma tentativa de recomeçar. Essas são as razões que estimularam os aproximadamente 13.500 haitianos a deixarem o país de origem e escolherem a região de Criciúma como o lugar ideal para uma nova vida. A estimativa é de Pierre Paul Deshomme, presidente da Associação dos Haitianos de Criciúma, que precisa de doações para poder ajudar os conterrâneos mais necessitados.

Ocorre que a maioria deles encontra dificuldades para se inserir no mercado de trabalho local. Principalmente, aqueles que ainda não contam com o domínio do idioma português. “Existem muitos que não conseguem se comunicar em um país diferente. Quem vem para cá, procura uma vida melhor. Mas muitos estão sofrendo demais. Por isso precisamos de apoio, de pessoas que queiram ajudar”, explica Pierre, que chegou ao Brasil pela primeira vez em 2011, há uma década.

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A ideia de fundar uma associação surgiu por conta dos relatos em que ele recebeu da comunidade ao longo dos anos. Pierre já possui certa estabilidade em Criciúma. Mora sozinho e trabalha como montador na fábrica da Librelato. O imigrante fundou a instituição ao lado de outras 15 pessoas, que compõem o comitê. A sede fica localizada na rua José Jovino Deolindo, 570, no bairro Pinheirinho, e está aberta para receber os haitianos que precisam de auxílio.

No entanto, os recursos são escassos. Os membros do comitê dividem o aluguel mensal de R$ 450 entre si. Os criciumenses podem ajudar com doações de cestas básicas, itens domésticos, roupas, calçados, colchões, móveis, eletrodomésticos, roupas de cama, mesa, banho, bem como cobertores e produtos de higiene e limpeza. A ação pode ser feita diretamente no espaço do Pinheirinho. Quantias em dinheiro de qualquer valor também são bem-vindas na conta 00046274-2, operação 013, agência 1662.

Necessidades

Diariamente, dezenas de haitianos procuram a associação em busca de cestas básicas. Imigrantes oriundos de outros países também vão ao local para pedir ajuda, como venezuelanos. “Todos os que vêm até nós, tentamos dar condições para que eles possam ao menos sobreviver”, destaca Pierre. “Está difícil para atender a todos, por isso estamos precisando de doações de qualquer tipo”, completa.

O presidente enalteceu a hospitalidade criciumense que recebeu desde desembarcou em terras carvoeiras. Segundo ele, o espírito de acolhimento é grande, e o preconceito não é uma barreira para os imigrantes. “Eu nunca recebi racismo. O povo do Brasil sempre cuidou de mim muito bem, é um povo maravilhoso”, conta Pierre, que deixou em sua terra natal a mãe e a irmã, visitando-as anualmente.

Irmãos precisam arrecadar R$ 4 mil para retornarem ao Haiti

Dois imigrantes, da mesma família, estão com problemas de saúde e desejam retornar ao país de origem. Para isso, é necessário arrecadar R$ 4 mil a fim de arcarem com as despesas das passagens.

Aqueles que quiserem contribuir podem entrar em contato com o presidente da associação, Pierre Paul Deshomme. O telefone para contato é o (48) 99817-6224. Uma conta foi aberta para receber doações (ver abaixo). “São dois irmãos que possuem o mesmo problema. Estamos solicitando a contribuição da população para que possamos comprar as passagens e fazer com que eles cheguem ao Haiti. Estão muito mal. A saúde deles não está boa”, lamenta.

COMO AJUDAR

Conta bancária 00046274-2

Agência 1662

Operação 013

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