Com agilidade e equipe capacitada, Sarasul salva vidas na região

Hoje, 21 de dezembro, serviço completa um ano em operação e atende todos os municípios entre Passo de Torres e Imbituba

Foto: Arquivo/ Divulgação Saer/Sarasul

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Criciúma

“O médico depois falou que se não fosse esse atendimento, ela provavelmente não estaria mais viva”. O relato é de Marina Denski, filha de Maria Dolores, que precisou ser socorrida pelo Serviço Aeromédico do Sul de Santa Catarina (Sarasul) no dia 1º de janeiro, em Siderópolis. Com uma crise de convulsão, a mulher foi prontamente atendida pela equipe médica, que posteriormente encaminhou-a ao hospital.

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“Foi logo após o almoço, ela estava indo descansar e começou a passar mal. Quando eu cheguei no quarto, ela começou a ficar paralisada e dar indícios de uma convulsão. Nessa situação, a mãe parou de respirar, ficou toda roxa. Foi aí que eu liguei para o Saer/ Sarasul, expliquei a localização e, em menos de cinco minutos, eles chegaram ao local”, detalha Marina.

Depois de Maria Dolores receber o atendimento do Sarasul e ser encaminhada ao hospital, um sentimento de conforto à família. “Foi um alívio tremendo”, finaliza a filha.

Histórias como esta se tornaram mais comuns neste último ano, desde a implantação do Sarasul. Com o apoio principal da aeronave da Polícia Civil e uma equipe técnica especializada e integrada, o recurso atendeu mais de 185 pacientes, desde o dia 21 de dezembro, com uma média de 16 ocorrências por mês. Parte das despesas é custeada através do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Carbonífera (CIS-Amrec).

“É um serviço que foi batalhado por bastante tempo, porque já temos algumas experiências e exemplos de que ele traz benefícios para a sociedade. Principalmente, para sobrevida de pacientes graves e para diminuição de sequelas a essas pessoas. Existem várias patologias que quanto mais rápido o atendimento, melhor para o paciente é, tanto para a sobrevivência, como para minimizar qualquer tipo de dano”, explica o médico do Sarasul, Mateus Dario Volpato.

O profissional esteve presente no primeiro chamado, uma semana após o serviço ser oficialmente implantado na região Sul, há um ano. “A ocorrência médica foi um afogamento em Passo de Torres. O engraçado é que sou médico há oito anos e cirurgião há seis. Já peguei situações de difíceis resoluções, mas como era um negócio totalmente novo, voar, teve uma adrenalina muito maior. É um serviço que, com certeza, para toda a sociedade, vem a contribuir”, acrescenta.

Segundo o delegado do Saer, Alan Amorim, a aeronave da Polícia Civil atua desde 2016 na região Sul. “Até o ano passado, ela operava apenas com o Serviço Aeropolicial, então as atividades médicas foram uma melhor forma de empregar o veículo, agregando o aeromédico. Foi algo muito bem visto e aceito. O serviço prestado desde então traz certa relevância e, acaba fazendo, em alguns casos, a diferença entre os envolvidos. Os números comprovam isso”, comenta.

Conforme o levantamento mais recente da equipe do Sarasul, a maioria das ocorrências atendidas está ligada a politraumas – ocasionados após acidentes de trânsito e queda de estruturas; seguidos de infartos, AVCs e afogamentos. Desses acionamentos, cerca de 44% vieram da Amrec, 29% da Região de Laguna e 24% do Extremo Sul de Santa Catarina.

“Nós operamos em toda a região Sul. Mas, quem banca o serviço é só a Amrec. Já tivemos reuniões e esperamos que eles [representantes da Amurel e Amesc] contribuam com o Sarasul, já que recebem o serviço e podem ajudar financeiramente o aeromédico. Acho que são importantes esses investimentos”, acrescenta o delegado do Saer. “Os custos são bancados boa parte de Polícia Civil, que disponibiliza a tripulação, o hangar e a aeronave para essas missões e, a Amrec, através do consórcio, acaba arcando com os custos da equipe médica, insumos e materiais”, acrescenta Amorim.

Leia a reportagem completa na edição do Jornal Tribuna de Notícias desta terça-feira, dia 21.

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