Carbonífera Criciúma: Decisão fica para o próximo mês

Assembleia geral dos credores da Carbonífera Criciúma não atinge o número mínimo de participantes e novo encontro será em 11 de agosto

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Tiago Monte

Criciúma

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Ainda não foi ontem que se instalou a assembleia geral dos credores da Carbonífera Criciúma. Não houve o número mínimo de participantes, em todas as classes, para o começo da apreciação. “A gente sabe que precisa de um quórum específico para a instalação da primeira sessão e não foi obtido o número necessário. Portanto, não pude instalar a assembleia. Desta forma, a próxima sessão será no dia 11 de agosto e podemos instalar a assembleia com qualquer credor”, explica o proprietário da administradora judicial Innovare, Maurício Colle.

O compromisso, que foi agendado de forma on-line, tinha o intuito de apresentar um plano de recuperação judicial, prevendo o pagamento das dívidas para os mais de mil credores. “Na próxima reunião, provavelmente instala a assembleia, pois não precisa de quorum especifico. A gente vai verificar se delibera ou não o plano de pagamento”, pontua Colle.

A primeira relação já aponta uma dívida de mais de R$ 200 milhões. “A reunião serve para apreciar o plano de recuperação. Ali a gente vai rejeitar ou aprovar. Ou introduzir modificações com a aceitação da comunidade de credores. De qualquer sorte, aprovou ou rejeitou, o próximo passo será apresentação ao Poder Judiciário para tomada de decisão”, comenta o administrador.

Classe trabalhista comparece em peso

Foram convocados a participar da assembleia, a classe trabalhista, titulares de crédito com garantia real, quirografários fornecedores comuns, microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP). Era necessária a presença de 50% +1 deste público, o que não aconteceu. “A classe trabalhista deu quorum: 67% de representatividade. Não deu o número mínimo nas demais classes”, explica o advogado de mais de 200 trabalhadores, Márcio Cechinel.

Os indícios maiores são para um pedido de falência da Carbonífera Criciúma no dia 11 de agosto. “Os trabalhadores, a grande maioria, são contra o plano de recuperação apresentado pela empresa, que já está em processo. Eles são contrários. Tem alguns que são favoráveis. Eu represento mais de 200 trabalhadores e tem um número bem reduzido de favoráveis ao plano”, diz.

São quase 700 trabalhadores que esperam pela decisão sobre a empresa. “Dos meus representados, a grande maioria opta pela falência, mas não da para saber, pois são vários outros advogados na cidade que têm seus clientes e representações. A gente não sabe o posicionamento de cada um deles”, comenta Cechinel.

Empresa está parada há mais de seis anos

As atividades da Carbonífera Criciúma estão paradas há mais de seis anos. Assim, é pouco provável que aconteça uma recuperação judicial. “Existe uma grande tendência de falência, pois a empresa não tem atividade. Já faz seis anos que a empresa está paralisada, a mina que existia já inundou completamente. Os equipamentos que tinham lá embaixo já foram depreciados. Então é difícil crer em recuperação dessa empresa”, finaliza Cechinel.

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