Bloqueio na Barra do Camacho afeta os peixes e a economia local

Área precisa ser desassoreada para que a travessia dos pescadores e dos animais aquáticos volte ao normal

Foto: Juh Biz
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Jaguaruna

Sem saída para o mar, peixes ficam encurralados e morrem na Barra do Camacho, em Jaguaruna. A situação ocorre porque a localidade precisa ser desassoreada, ou seja, a entrada deve ser aberta para que a passagem dos animais volte ao normal. O problema afeta também a economia da região, já que os pescadores não têm acesso à área com as embarcações e, consequentemente, à atividade da pesca.

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“A nossa Barra do Camacho precisa ser desassoreada e ainda não foi feito isso. Tem uma briga bem grande para conseguir e a vida dos pescadores está bem afetada. Daí o que aconteceu foi que ficou um pouco de água depois que a barra fechou, daí ficou um cardume muito grande de peixes encurralado entre as pedras, sem ter acesso para saída na lagoa e para o mar, aí eles ficaram ali e muitos morreram”, explica a moradora da localidade, Jucilene dos Santos Morais Biz.

O pescador Michel Franco Zanzi também confirma a situação e diz que haviam milhares de animais aquáticos encurralados. “Devido à maré alta durante a noite passada (terça-feira), os peixes estavam vindo da lagoa para o mar e durante o trajeto eles ficaram presos nas pedras, a maré foi baixando e secou todos os dois lados, tanto de onde eles vieram como para onde eles iam, por isso eles estão nessa situação, vão morrendo devido a falta de oxigenação”, explica.

Com a barra fechada, muitas embarcações são impossibilitadas de fazer a travessia, o que prejudica a atividade da pesca. “Nos dois fins de semana passados, não tinha um peixe para os turistas comprarem nas peixarias”, pontua o pescador. “Tem mais de duas mil famílias que dependem diretamente dessa Lagoa para botar sustento dentro de casa”, acrescenta.

Alguns animais que não morreram sem oxigenação, acabaram servindo como alimento. “Esses peixes não tem comércio, mas para alimentação serve. Então essas pessoas estão pegando eles para isso, sendo que está muito difícil aqui a vida de pesca porque não tem mais peixe na lagoa devido a essa situação da barra estar fechada, sem o acesso dos peixes do mar à lagoa”, finaliza a moradora.

Audiência pública vai debater o assunto

Em meio à situação, a comissão de Pesca e Aquicultura da Assembleia Legislativa decidiu promover uma audiência pública para debater uma solução imediata para o desassoreamento da Barra do Camacho, o que resolveria a situação. A demanda dos pescadores e das lideranças da comunidade será atendida no dia 6 de maio, a partir das 19h30, em meio virtual.

O proponente do requerimento que solicitou o evento, deputado Felipe Estevão (PSL), relatou que o problema é uma reivindicação constante, tanto das colônias de pescadores quanto dos sindicatos ligados ao setor da pesca. Com os ventos de inverno e a quantidade de barrancos de areia no local, são constantes os casos de barcos que entram na barra e não conseguem sair e daqueles que sequer conseguem acessar a área. Na avaliação dele, o desassoreamento é vital para a economia regional. “Agora está chegando a temporada da tainha e é comum os moradores alugarem imóveis para muitos turistas que vêm aproveitar a pesca”, destaca.

 

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