Atendimento reduzido prejudica bares e restaurantes de Criciúma

Representantes do setor relatam perda de clientes e pedem limitação de horários a exemplo dos outros municípios da Amrec

Foto: Lucas Colombo/ Arquivo TN
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Criciúma

Proprietários de restaurantes, pubs e bares de Criciúma relatam a perda de clientes por conta do horário de atendimento aplicado no município, em virtude da pandemia causada pelo coronavírus. O que acontece, na prática, é que as pessoas têm buscado estabelecimentos que fecham mais tarde, a exemplo do Balneário Rincão, no litoral.  Lá, o decreto 001 de 2021 permite que o público permaneça nesses locais até às 2h.

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Em Criciúma, os estabelecimentos, conforme determinação do Governo de Santa Catarina, podem receber clientes até às 23h, com limite de quatro pessoas por mesa. Com o horário reduzido, as pessoas têm preferido se deslocar para outros municípios da região, onde podem ser atendidas até mais tarde. Representantes do setor afirmam que o atual decreto, nesse contexto, tem prejudicado a economia da cidade e dos empresários, visto que deveria ser seguido por todos da Região Carbonífera (Amrec) ou flexibilizado.

“O que ocorre é que, como nós estamos na classificação vermelha, isso impõe algumas limitações, como quatro pessoas por mesa e o horário reduzido. Mas o prefeito tem autonomia para estender isso. O Clésio quer que se cumpra isso. E nós, obviamente, estamos respeitando. O que acontece é que essa norma, só Criciúma está obedecendo. Está havendo uma fiscalização intensa parte da vigilância sanitária, da Polícia Militar, aí o meu estabelecimento fecha às 23h, só que aqui do lado fica aberto até mais tarde, como a Praia do Rincão, Nova Veneza”, relata o dono de um restaurante no município, Alexandre Lopes.

“Estabelecimentos às moscas”

O empresário ainda afirma que o atual decreto acaba não tendo eficácia, pelo fato das pessoas continuarem frequentando outros estabelecimentos e deixando de gerar receita em Criciúma. “O meu cliente simplesmente opta por ir nesses municípios. Se a intenção é inibir a proliferação do vírus, pelo contrário, ela (medida) prejudica mais ainda, porque o cliente não vai deixar de sair, mas ele está procurando estabelecimentos alternativos, municípios onde o horário é estendido e estão se aglomerando nesses locais. Enquanto isso, os comerciantes criciumenses estão com seus estabelecimentos às moscas”, acrescenta Lopes.

Os proprietários, então, apresentam duas opções para minimizar os impactos que têm sido registrados. Uma é que o horário e limite por mesas sejam ampliados ou que os municípios, em especial da Região Carbonífera (Amrec), sigam as mesmas diretrizes impostas pelo decreto estadual. Desta forma, ao menos, os empresários seriam menos prejudicados economicamente.

“O que a gente quer é uma postura mais dura com relação a isso. Ou ele (Clésio) chama os prefeitos da Amrec para que seja padronizada essas medidas, ou que ele deixe a gente trabalhar no horário dos outros, que seja uma coisa justa, não está sendo eficaz essa medida. O cliente não está deixando de consumir, ele simplesmente está consumindo em outro município  e isso está errado, essa é a nossa preocupação”, enfatiza o empresário.

Conforme uma estimativa própria baseada nos últimos números registrados, Lopes perdeu ao menos 10 reservas no último fim de semana. “A gente está sendo prejudicado. Eu perdi várias reservas, eles (clientes) ligam para cá, perguntam quantos lugares por mesa, e optam por ir, por exemplo, a Içara, que está liberado. Isso nos prejudica, porque já estamos trabalhando com 60% abaixo do nosso movimento normal, a gente vem de um ano que tivemos demissões, vitorioso o comerciante que conseguiu manter as suas portais abertas, mas, daqui para frente, se não houver mudanças, a gente não tem mais para onde correr”, finaliza o empresário.

Uma reunião na última segunda-feira, dia 11, foi intermediada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Arleu da Silveira. “Os empresários me procuraram alegando que não estava sendo justo e eles têm razão, tem total razão”, analisa. As autoridades, durante o encontro, chegaram a um consenso e devem esperar a atualização da matriz de risco da pandemia, que atualmente está em gravíssimo (vermelho). Com a melhora para grave (laranja), novas diretrizes serão elaboradas. “Estamos nessa expectativa, vamos aguardar o protocolo do governo do Estado, que já atualiza após 48 horas”, finaliza.

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