Araranguá: UFSC terá novos professores para curso de Medicina

Governo Federal publicou portaria que realoca 29 docentes de outras instituições para o campus. Curso foi parcialmente paralisado pela falta de docentes

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN

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Araranguá

A novela que aflige os acadêmicos de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no campus de Araranguá, enfim parece estar próxima de um final. Nesta semana, os alunos receberam a notícia de que o Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), publicou uma portaria que realoca 29 professores de instituições federais de ensino superior para o curso.

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Os alunos da sétima fase, a mais adiantada, estão matriculados em apenas uma disciplina por falta de docentes. O atual semestre letivo teve início em novembro e segue até março. A chegada dos novos profissionais evitaria que as outras turmas também fossem paralisadas e que os mais avançados pudessem ingressar no internato, o estágio obrigatório da graduação.

“A notícia veio depois de uma longa pressão de nós alunos e das entidades empresariais de Araranguá, a ACIVA nos ajudou bastante nessa questão junto aos políticos. O senador Jorginho Mello conseguiu falar com o ministro e o ministro direcionou as 29 vagas. Temos que deixar ressaltado que todas essas vagas serão direcionadas para a UFSC, em Florianópolis, e de lá a universidade vai ter que direcionar para Araranguá. Assim, vai ser possível abrir o concurso. A direção do curso já nos falou para só comemorarmos quando os professores estiverem aqui atuando. Se tudo der certo, ainda vão levar mais quatro ou cinco meses até eles estiverem efetivamente dando aula”, detalha Vitor Henrique Maccarini, presidente do Centro Acadêmico.

A turma de Maccarini chegou a ficar por três semanas e meia sem aulas, até que a universidade conseguisse nomear um professor substituto. “Esse professor fez com que nós tivéssemos uma disciplina, aos trancos e barrancos. Resumindo, das 40 horas semanais que precisávamos, conseguimos ter aproximadamente 15 horas de aula. Vamos retornar de férias no dia 31 de janeiro nesse mesmo esquema, o restante das aulas que estão faltando será jogado para frente, para nós concluirmos quando tivermos professores”, relata.

O próximo semestre letivo começa em março. Como a UFSC ainda está em protocolo de pandemia, todos continuam apenas com os encontros online. As demais turmas ainda não foram impactadas. Mas, se essa situação não for resolvida até o início do próximo semestre, as outras fases também serão paralisadas. “Principalmente, porque a sétima fase está prestes a entrar no internato, que é o estágio obrigatório. A nossa coordenação já sinalizou que irá priorizar a turma mais adiantada”, afirma Maccarini.

O fim do impasse

A medida do MEC dá fim ao impasse que os acadêmicos do curso conviviam desde 2017, com a falta de profissionais no corpo docente da instituição e, com isso, consequentemente, a paralisação dos estudos. O caso foi representado em Brasília pelo senador Jorginho Mello (PL). Para ele, a medida é fundamental para o desenvolvimento da região.

“Agora vão poder remanejar e contratar 29 professores, para atender as necessidades do campus, na área de Medicina. Trabalhamos nisso junto ao Ministério de Educação. Todos nós sabemos que um curso, ainda mais de Medicina, tão importante, atrai investimentos e desenvolvimento para região”, declara o senador.

A portaria exige que a UFSC de Araranguá tenha disponibilidade orçamentária para arcar com os pagamentos dos professores realocados. A portaria passa a valer a partir do dia 3 de janeiro.

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