Araranguá: Enfermeiro admite erro em vacinação

Caso, ocorrido em Araranguá, ganhou repercussão nas redes sociais após idosa não receber a dose de imunizante contra a Covid-19

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Tiago Monte

Araranguá

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Um caso de erro de vacinação contra a Covid-19, ocorrido em Araranguá, tomou conta das redes sociais nos últimos dias. O enfermeiro e estudante de Medicina, Jean Patrício, participava, de forma voluntária, da campanha de imunização, mas acabou não pressionando a seringa, após inserir uma agulha, e não aplicou a dose. O caso foi filmado e gerou diversos comentários na internet. A grande maioria, condenando a postura do profissional, que está arrasado com a situação. “Eu sou inocente e estava ali apenas para ajudar. Foi um lapso. Eu errei, sim, no procedimento, mas pode ter certeza que eu nunca faria uma coisa dessas e agindo de má fé”, comenta Jean.

Ele diz que está sendo “massacrado” nas redes sociais. “Estão fazendo de tudo… Está difícil de aguentar. O que o povo está dizendo… Olha: eu sempre fui criado em uma conduta 100% honesta e nunca, de forma alguma, faria algo assim. Nunca mesmo”, pontua.

Jean chegou a, inclusive, ligar para a neta da idosa, que seria vacinada durante a gravação do vídeo. “Eu liguei para a neta dela e expliquei certinho o que aconteceu, mas a cidade está demais. Eu fui julgado e condenado pelo tribunal da internet”, lamenta.

Sem chances de “venda de vacinas”

A maioria dos usuários, nas redes sociais, falam sobre uma possível “venda de vacinas”, o que é totalmente descartado por Jean. “A parte da má fé nem tem como. A vacina tem 10 minutos para ser aplicada depois de aspirada da ampola. Não tem como sair dali depois de aspirada. A partir do momento que a dose é aspirada da ampola pelas enfermeiras, a gente pega lá e têm 10 minutos para aplicar no paciente. Como é possível vender isso? Não tem cabimento. Não tem como eu botar no bolso e levar”, destaca.

A idosa que seria vacinada possui Alzheimer e teve um comportamento agressivo, no momento da aplicação. “Ela falou uma frase um tanto quanto agressiva e fecha a mão para tentar me bater. Eu fiquei nervoso na hora e acabou ocasionando o erro”, comenta.

A partir de agora, Jean não exercerá mais o trabalho voluntário. “Eu fui fazer trabalho voluntário e ajudar, isso para que os idosos não ficassem muito tempo na fila. Eu agi na maior boa fé possível e, infelizmente, errei. Agora está isso tudo. Eu sou estudante, mas trabalho voluntário não faço mais. Vou ficar na minha”, finaliza.

Instituições como a Administração Municipal de Araranguá e a UFSC, onde Jean estuda, emitiram notas repudiando o ato praticado pelo estudante.

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