Araranguá: Casa da Fraternidade realiza 16º Batizado da Capoeira

Desde o início do ano de 2020 mais de 100 crianças, adolescentes e jovens passaram pelo projeto, e destes, 73 alunos foram batizados e trocaram de corda de graduação.

Foto: Divulgação Casa da Fraternidade
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A oficina de capoeira acontece no Ponto de Cultura Juventude Luzes do Amanhã da Casa da Fraternidade para crianças, adolescentes e jovens desde o ano 2003. Desta oficina surgiu o grupo de capoeira Meninos do Futuro, que foi contemplado com o Criança Esperança em 2020. Durante esses 18 anos de oficina de capoeira já passaram mais de 800 alunos por este projeto. Desde o início do ano de 2020 mais de 100 crianças, adolescentes e jovens passaram pelo projeto, e destes, 73 alunos foram batizados e trocaram de corda de graduação.

Devido a pandemia do coronavírus, realizar o projeto Meninos do Futuro tem sido um desafio, comenta o professor de capoeira, William Teixeira, mais conhecido como Idalina. As aulas presenciais foram interrompidas até o mês de setembro, mas os alunos continuaram participando de inúmeras formas, desde aulas remotas e atividades isoladas de musicalidade e instrumentos para capoeira, acrobacias, e história da cultura afro brasileira. O apoio do Criança Esperança era para ser encerrado em 2020, mas acabou sendo adiado e conseguiu-se realizar o evento de batizado, mesmo com todos os desafios de contingência e cuidados com a prevenção.

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O projeto que tem como objetivo favorecer a difusão da capoeira como arte genuinamente brasileira, simbolizando a preservação da cultura, da identidade, das lutas resistências do negro no Brasil, como forma de educação pela cidadania, também possibilitou aulas de reforço escolar, valores humanos e aulas de cultura afro brasileira, que permitiu que as crianças produzissem trabalhos incríveis como por exemplo uma maquete de um quilombo que esteve em exposição no evento. O professor de história afro brasileira, Humberto Lopes, que ministrou esta atividade observa que está muito feliz com o resultado, pois as crianças realmente conseguiram compreender e se envolver com o universo afro descendente.

O batizado teve a participação além do Monitor Idalina, do Mestrando Esquilo, Contra mestre Biscoito, Professor Big e o Graduado Bolshoi, do Grupo Sinhá Bahia.

Para manter o distanciamento e normas de segurança foi permitida a entrada de 10 alunos por vez e a cerimônia foi transmitida via Facebook da instituição para que os pais e a sociedade pudesse prestigiar a homenagem.

A oficina continua sendo realizada todas as terças e quartas na Casa da Fraternidade no bairro Lagoão. As turmas são divididas por idade e nível de aprendizado e seguem todas as normas de segurança.

Mais informações: (48)3527.0214 ou pelo Facebook acasadafraternidade e ainda no site www.acasadafraternidade.org.br.

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